Coleção Graphic Novels Marvel tem continuação!

Tudo de novo. Salvat começou a vender nesta quarta-feira (23.12) o primeiro volume da segunda parte da "Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel". Os títulos agora relançam apenas histórias do século passado. Número de estreia traz primeiras aparições dos super-heróis da editora, publicadas na década de 1960 - apenas Thor ficou de fora.



Segundo a editora informou em sua conta no Facebook, a cada dois volumes com histórias antigas, será lançado outro com conteúdo que dará sequência à coleção anterior. Isso porque a editora decidiu dar continuidade à série, que já soma 61 números publicados. Total de tudo isso: 120 volumes.

Fonte: http://leituradosquadrinhos.blogspot.com.br/

Imageria - O Nascimento das Histórias em Quadrinhos


Foi lançado pela editora Veneta o livro ImageriaO nascimento das histórias em quadrinhos (formato 23 x 30 cm, 360 páginas, R$ 149,90), que traz os primeiros séculos da história dos quadrinhos.
O lançamento oficial aconteceu no dia 15 de novembro.
O livro que já nasce obrigatório em qualquer coleção de quadrinhos, apresenta os primeiros 500 anos da história dos quadrinhos e traz os trabalhos que inspiraram a narrativa visual moderna. São mais de cem HQs criadas entre os séculos 19 e 20, que ajudaram a criar a base da linguagem cinematográfica e influenciaram tanto o design gráfico como a literatura.
Dos temas religiosos às histórias sensacionalistas de crimes reais, passando pela crítica de costumes, Rogério de Campos mostra a grande variedade de assuntos e estéticas retratados nos quadrinhos antigos. Além de Outcault, Töpffer e Hogarth, o livro traz autores fundamentais _e a maioria também inédita no Brasil_ como Grandville, Gustave Doré, Hokusai (o inventor dos mangás), Winsor McCay e retrata o início do gênero no Brasil, com Sisson e Angelo Agostini.
Clique na galeria abaixo para ampliar o preview de Imageria – O nascimento das histórias em quadrinhos.



Catarse - Projeto Maximus arrebanha nomes de peso dos Quadrinhos.



Mais um projeto promissor e contando com a presença de vários nomes de peso dos quadrinhos, estréia no Catarse!


SOBRE O MAXIMUS

O heroi é na verdade o jovem professor de Literatura Brasileira Max Marins, que de posse do Medalhão do Sol, artefato místico encontrado por seu irmão arqueólogo Bruno Marins, é agraciado por poderes extraordinários.

Criado por Alan Yango em 1999, Maximus é um heroi cujas histórias em quadrinhos são totalmente produzidas por artistas paraenses, visando fortalecer a arte dos quadrinhos na região e servir de vitrine para os artistas que estão entrando nesse mercado.

SOBRE A REVISTA

A revista O PODEROSO MAXIMUS começou a ser publicada de forma independente em janeiro de 2011. tendo chegado a 4 edições nos últimos anos.

A intenção de trazer o projeto da edição 5 para o Catarse foi tanto para superar as dificuldades de publicação, que toda revista independente enfrenta, como para dar-lhe maior alcance entre o público leitor, pois a plataforma de financiamento coletivo, por si só, já dá uma grande visibilidade aos projetos nela expostos.

Arte da capa por Joe Bennett, que estampará o pôster e a camisa.

O PODEROSO MAXIMUS Nº 5

Gênero: super-heroi.
Capa couché, em cores, miolo em P&B, Formato 17 x 26 cm, 36 páginas.

Saiba mais sobre as recompensas e os detalhes deste projeto super bacana AQUI!

Quarta edição do Penitente!



Depois de um longo hiato, o quadrinista Lorde Lobo está lançando a quarta edição de seu herói Penitente, com duas aventuras completas: Nas Ondas do Rádio e Três é Demais. Diferente das edições anteriores, Penitente #4 será exclusivamente digital, e pode ser lida clicando-se aqui!

O Penitente é um ex-assassino profissional que, depois de morto, estava prestes a ser julgado e condenado ao fogo eterno quando Deus lhe propôs a chance de se redimir de seus pecados. Para isso, ele precisa voltar ao mundo dos vivos - ainda que em seu corpo morto - e salvar 70 vezes 7 vezes o número de vítimas inocentes que executou em suas missões e, ao mesmo tempo, mandar de volta ao Inferno algumas criaturas que de lá tenham fugido. Proposta aceita, ele agora está condenado a vagar pela Terra como um zumbi até que sua penitência esteja cumprida.

Confira também mais do Penitente, no Social Comics AQUI!


Mortalha: HQ independente sobre a morte!

Mortalha: HQ independente sobre a morte

Criada por Caio Yo, a HQ independente Mortalha conta a história do escudeiro Bartolomeu, tendo que lidar com o fato de que o cavaleiro que servia morreu, e fazendo uma jornada sobrenatural para aprender o sentido da vida e da morte ao encontrar o Deus-Verme.

A HQ, inspirada no Dia de Finados, pode ser adquirida no site Pixoretto ou nos eventos FIQ e Comic Con Experience, e depois será disponibilizado para venda em livrarias e lojas online.

Fonte: HQ Maniacs

Entrevista de Kiko Garcia!



Batalhando e conquistando seus passos para o reconhecimento, com talento e dedicação, Kiko Garcia vem se destacando com seus quadrinhos ácidos, de terror e com uma arte original que vêm encantando seus leitores! Sempre sendo destaque nas exposições e Comic Cons que participa, Kiko Garcia é cara do novo Quadrinhista brasileiro que constrói seu espaço mostrando serviço e gerenciando inteligentemente sua carreira. Nesta super entrevista para o Portal dos Quadrinhos, Kiko fala um pouco de sua carreira, suas peculiaridades e de sua arte arrepiante!!!

Entrevista com Carlos Henry, o pai do Lobo Guará!

Nascido em 10 de novembro de 1972 no Rio de Janeiro, Carlos Henry é roteirista, desenhista, cartunista e crítico de HQ, tendo começado em 1989/90 a publicar no fanzine Ponto de Fuga.
De lá pra cá Carlos Henry vêm deixando sua marca em fanzines, revistas e na web sempre envolvido com quadrinhos, em algum projeto envolvendo seu personagem mais conhecido o Lobo Guará, seja em novo projetos.
Carlos Henry é um artista que se mostra incansável, vamos saber um pouco mais sobre a carreira deste típico quadrinhista brasileiro!

Entardecer dos Mortos, um projeto que voce vai querer morrer se não apoiar!

É definitivo, os projetos de Crowdfunding são a forma mais honesta, bacana e dinâmica de fazer projetos, sobretudo de quadrinhos verem a luz do dia.

Há aqueles projetos que pegam a gente de jeito, pelo empenho, capricho e originalidade da proposta, este é o tipo de projeto levado a cabo pelo quadrinhista Tiago Holsi com seu " Entardecer dos Mortos", o tipo de trabalho que faz você pensar: - Cara, vou ser bobo se perder isso!

As incríveis esculturas de Martin Tomsky!

Artista com sede em Londres Martin Tomsky cria esculturas e peças de decoração, construídas a partir de camadas de corte a laser com madeira compensada. Estes variam em tamanho e forma, de itens muito pequenos de joalheria à muito maiores, e obras de arte sob medida. Cada peça é montada à mão para criar um objeto orgânico que preenche a lacuna entre arte, ilustração e escultura.  

A Ordem - Um Projeto reunindo 20 personagens nacionais que promete!


A ORDEM é um projeto envolvendo o trabalho de mais de 20 autores e seus próprios heróis, muitos deles com décadas de existência, para publicar uma única grande história em quadrinhos reunindo a todos.

PROJETOS DE CROWDFUNDING - RAPHA do CATARSE

Os projetos de Crowdfunding de patrocínio de projetos pelo publico tem crescido exponencialmente e já são uma realidade em nosso país encontrados em diversas plataformas como Catarse, Kickante, etc. A partir deste mês vamos analisar os diversos projetos oferecidos nestas plataformas e mostrar a você os detalhes destes projetos.
Para inaugurar nosso serviço iniciamos pelo projeto RAPHA.

Magos do Traço - Barry Windsor Smith




Barry Windsor-Smith (Londres, 1949) é um cartunista britânico, autor-quadrinista, e artista plástico muito conhecido nos Estados Unidos por suas revistas em quadrinhos.
Barry Windsor seria um encontro de Gustave Doré , Piranesi e Albrecht Durer dada a beleza de composição e estruturas intrincadas de suas imagens!

Volkan, o projeto ousado da Top Comics!





Um projeto vêm chamando a atenção a cada passo que se mostra um promissor lançamento envolvendo quadrinhistas brasileiros, trata-se do projeto Volkan.

Volkan acompanha a mudança drástica na vida de jovens que inadvertidamente entram em contato com o Otter, um organismo poderoso e desconhecido, que pode ter surgido durante o processo de resfriamento do planeta Terra, há milhões de anos.

Lasca de Quirica nova revista de Marcatti trás convidados especiais!



Sempre em constante produção o talentoso cartunista Marcatti se prepara para lançar seu mais novo empreendimento: Lasca de Quirica, que segundo palavras do mesmo: " Estou finalizando somente kHQs inéditas e, a cada edição da "Lasca de Quirica", um cúmplice convidado. Neste número de estreia, 4 páginas do "fofinho" ‪PabloCarranza‬. "
Ou seja a cada numero da revista um convidado " fofinho" aos moldes de Marcatti ou seja politicamente incorreto, provocador, sujo e perverso! Voce vai ficar sem?

Heroína Anarquia tem agora aplicativo para Android!




Encabeçada por Emilio Baraçal, a Supernova Produções é o exemplo de como os quadrinhos brasileiros entenderam sua força e aprenderam a crescer junto com o mercado, lançando sua personagem Anarquia, eles aproveitam para trazer ao mundo seu aplicativo oficial para Android!

Entrevista com o Ilustrador e Quadrinista ED OLIVER


Após a notícia de que a antológica editora Júpiter2 estaria parando suas atividades, ouve uma busca incessante por notícias nas últimas semanas sobretudo pedidos de entrevistas aos 2 fundadores desta grande potencia dos quadrinhos alternativos: José Salles e seu parceiro de longa data e nosso editor do Blog do Ilustrador Ed Oliver. A entrevista a seguir, conduzida por outra figura folclórica dos quadrinhos nacionais Tony Fernandes, é reveladora pois fala não só da carreira deste dois artistas das hqs nacionais, mas da trajetória de uma editora que peitou preconceitos e barreiras nos quadrinhos nacionais!
Entrevista por Tony Fernandes
Edição e Condução: Helena Sarkolsky



Nosso entrevistado, que é um competente ilustrador, autor de HQs e designer gráfico, ex-colaborador da Revista Mundo dos Super Heróis, nos brindará respondendo uma serie de perguntas sobre a carreira dele e de uma editora de autores independentes que foi, indubitavelmente, uma das mais importantes desse país e que veio lamentavelmente a encerrar suas atividades recentemente. Estou me referindo a editora Júpiter II,  da qual Oliver foi co-fundador e que já deixou saudades e um grande legado, porque revelou novos autores de quadrinhos e resgatou diversos veteranos das HQs nacionais e publicou incríveis personagens.

A seguir curtam o depoimento do grande guerreiro, que também foi um dos mentores da citada editora de HQs independentes que fez história.
O nome do fera é...

ED OLIVER, O INTRÉPIDO!

Salve, grande, Ed. Sinta-se em casa. Bem vindo. Quando você aceitou dar essa entrevista fiquei muito feliz, pois há tempos vinha acompanhando o belo trabalho feito por você e o valoroso guerreiro e bengala brother Jose Salles, através da editora Júpiter II.
Sempre tive a curiosidade de saber mais sobre vocês... e esta será uma ótima oportunidade, de todos nós, que nos dedicamos a criar e a desenvolver HQs, saber mais sobre o incrível e corajoso trabalho que vocês realizaram e que, infelizmente, findou.
Bem, mas vamos as perguntas básicas iniciais,como é de praxe...



Qual é o seu nome de batismo, Ed?

ED OLIVER: Eduardo Manzano, mudei depois para Ed Oliver.

Em que dia, mês, ano e estado você nasceu?
ED OLIVER:
Filho de Italianos, nasci em São Paulo, mesmo em 12/04/1982.

Você é como eu, paulistano (quem nasce na capital é paulistano, paulista é quem nasce no interior de S. Paulo), somos raridade nesta cidade... Rssss. Você tem alguma formação acadêmica? Estudou arte ou é autoditada?
ED OLIVER:
Sou formado em Design Gráfico pelo Senac, mas muito do que aprendi no mundo das
artes e dos quadrinhos foi vivenciando no dia a dia, pondo a mão na massa mesmo!


O Senac é muito bem conceituado, tem cursos profissionalizantes excelentes, mas sem dúvida a melhor escola é a pratica e a convivência com outros profissionais...
Com que idade você decidiu que deveria entrar para o mundo editorial? E, por que tomou essa decisão? O que o motivou?
ED OLIVER:
Eu sabia que queria trabalhar com desenho desde cedo, mas na época que comecei, as tecnologias ainda engatinhavam. Bati em muita porta de editora com pastinha debaixo do braço, a primeira editora que me ofereceu um emprego fixo foi a Editora do Brasil em sua linha de livros didáticos.

Editora do Brasil... conheço bem, pois já fiz um trabalho para eles, no tempo do Ricardo Borges...
Como surgiu a primeira oportunidade de publicar um trabalho seu e em que ano isso aconteceu? Teve que ralar muito para conquistar seu espaço? Ou foi fácil?
ED OLIVER:
Na verdade eu surgi mesmo no Boom dos quadrinhos alternativos do inicio dos anos 90, época da efervescência dos fanzines, publiquei meus primeiros trabalhos neste meio e o primeiro trabalho pago foi uma charge para o jornal Metro News.

Para quem não é da cidade de São Paulo, saiba que o Metro News é um tablóide de expressiva tiragem distribuído gratuitamente nas estações do metro. Foi o primeiro jornal desse tipo.  Antes de enveredar pelo setor editorial,você exerceu outras profissões?
ED OLIVER:
Já trabalhei em livrarias, quer dizer estava sempre perto da cena do crime! Rsrsrsrsr!
Na verdade isso foi importantíssimo para que eu entendesse como funciona definitivamente, o mercado editorial, o dia a dia com o consumidor final.

Arte para camiseta da banda Ratos de Porão
“Perto da cena do crime”, é ótimo... rsss... Você trabalha individualmente ou prefere trabalhar em equipe?
ED OLIVER:
Não sei, sempre busquei um parceiro fixo ou uma turma que pudesse levar as coisas em frente, sobretudo nos quadrinhos...
Mas, que verdade seja dita, muito artista no Brasil reclama mas não leva a sério a profissão, se compromete a fazer as coisas e não faz. Quando vê trabalho grande pela frente tem medo, fica com preguiça de prazos e responsabilidade. Eu sou ao contrário, se precisar, varo noites num projeto, por isso sempre trabalhei mais sozinho, mas adoraria fazer mais parcerias!

Que tipo de cliente você atende? Apenas editoras, ou também colabora com jornais, agências de publicidade e empresas em geral?
ED OLIVER:
Meu principal ganha pão na verdade, há anos e até hoje em dia, está no mercado
publicitário e de bandas musicais. Eu tocava em bandas de Heavy Metal e naturalmente comecei a ilustrar material para capas de CDs e Merchandising, com o crescimento do estilo o meu trabalho ficou conhecido lá fora e hoje trabalho diretamente com bandas e gravadoras. Também trabalhei muitos anos para Eliphas Andreato e sua agência, através de quem conheci Tom Zé que me chamou para ilustrar o encarte de seu CD “ Jogos de Armar “ este trabalho alavancou minha carreira de ilustrador sobretudo lá fora onde Tom Zé possui uma legião muito grande de fãs.


                                       Arte de Ed Oliver © para banda Darkness in Flames


Mais um músico... legal.  Achei muito legal saber que você começou fazendo capas de CDs para as bandas e aí quando fez a cada do genial Tom Zé seu trabalho repercutiu no exterior. Parabéns, Ed, adorei as artes que fez para as bandas. Muito loucas! Grande imaginação! Show de bola! Que tipo de material você usa para executar seus trabalhos artísticos? Quais são suas principais ferramentas de trabalho?
ED OLIVER:
De tudo, mas não substituo o trabalho manual pelo digital, uso o computador apenas para transpor minha arte para a plataforma digital, para trabalhos publicitários e encartes de CDs uso mais estas ferramentas, mas eu ainda vejo a arte como algo artesanal, preciso dessa interação direta entre eu, o lápis e o papel, e eu também pinto.

Você desenha e escreve HQs. Quais personagens você já criou e publicou?
ED OLIVER:
Isso há muitos anos, publiquei muita coisa lá fora e aqui, charges em jornais diários, dos personagens fixos que criei, como: Máscara Noturna! Esse personagem quem criou o visual fui eu em parceria com o Salles, que fez os roteiros. Tenho muito orgulho do que conseguimos com ele, pois até hoje ele é considerado o personagem mais polêmico da HQ brasileira!
O Tormenta também, foi criado por mim e teve 7 revistas lançadas.
O Universo da Alameda da Saudade que foi indicado ao troféu HQ Mix e ao Angelo Agostini em breve será publicado na França pela Edition Métailié... estou fechando os últimos detalhes do acordo

com eles e espero que tudo esteja certo até fevereiro de 2016. Sempre considerei Alameda da Saudade um trabalho subestimado, no Brasil, quem sabe agora lá fora tenha seu devido valor reconhecido.




Com foi que você conheceu o José Salles? Em que ano isso ocorreu?
ED OLIVER:
Salles sempre foi um grande escritor, eu conheci ele na época em que fundou sua loja, por volta de 97/98, a extinta Cultura Pop, aqui em São Paulo. Adaptei para HQs alguns contos dele e foi através desses trabalhos que nossa amizade cresceu até o ponto em que surgiu a editora Júpiter II.
Foi algo natural, assim como o fato de nos tornarmos grandes amigos pessoais.
Junto a outros artistas e ativistas da cena como Marcatti, Laerçon Santos, Laudo Ferreira, Omar Vinole, Marcelo Kaskadura, Jose Nogueira, e tantos outros formávamos um núclro forte de produção em São Paulo.

Essa eu não sabia... o cara tinha uma loja de revistas, como o Carlos Mann, que teve banca e depois loja (a famosa Comix)... legal. Como surgiu a ideia de criar uma editora para lançar apenas HQs independentes?
ED OLIVER:
O Salles já queria desenvolver algo assim no final dos anos 90, por que observávamos a quantidade de boas HQs de autores que não tinham espaço no mercado e também foi uma forma de colocarmos nossos trabalhos no mercado. Foi uma época de muito preconceito contra nós, hoje o mercado é mais aberto.

Máscara Noturna, o Carro-chefe da Júpiter 2
Dá para imaginar a barreira que vocês tiveram que enfrentar, na época, porque edições independentes eram raras, exceto os fanzines...
Editora Júpiter2, de quem foi a ideia de adotar esse nome? Por que escolheram esse nome Júpiter II? Em homenagem a antiga editora Júpiter, suponho...
ED OLIVER:
Por causa da amizade de Salles com Gedeone Malagola, que no passado possuiu um
selo de quadrinhos chamado Júpiter, então após o falecimento de Gedeone foi a forma de Salles homenageá-lo. Eu achava que precisávamos de um nome mais forte, mas enfim foi este que ficou!

De fato, nosso querido e saudoso professor Gedeone Malagola (criador de super-heróis como Raio Negro, Hydroman e Homem Lua, além de inúmeras histórias de terror etc) foi sócio da editora Júpiter.
A ideia inicial de vocês era: Publicar os independentes e faturar com isso? Ou apenas fomentar a produção de HQs nacionais, sem visar lucro?
ED OLIVER:
Ótima pergunta... para ser sincero esse foi um ponto de discordância entre eu e o Salles, quando fundamos a editora em 2005.
E achei que o Salles fosse fazer a editora para que ela se auto sustentasse e que iríamos fazer uma
seleção de títulos fortes para que isso se tornasse uma realidade...
Veja... a Júpiter 2 foi pioneira, deu espaço para muitos artistas. Títulos como Máscara Noturna, Tormenta, O Gaúcho e Raio Negro foram bem sucedidos e tinham ótima aceitação, ganhando leitores em todo o Brasil, mas ao mesmo tempo Salles insistiu em publicar coisas ainda amadoras e que não tinham uma continuidade e nisso havia um ponto de discordância entre nós pois, de repente, tínhamos 30 títulos, e eu achava que poderíamos concentrar fogo em apenas 4 ou 5 títulos para trabalharmos e divulga-los melhor. Mas num ponto eu concordava com ele, era preferível apostar em título bons de autores iniciantes do que colocar mais enlatado porcaria no mercado.
Mas a editora em si era do Salles, assim como todo o controle financeiro da coisa, ele tinha uma idéia clara do tipo de personagem que queria e história, inclusive no visual ... então eu funcionei mais como um consultor editorial. Perceba, eu não estou falando mal, afinal Salles sempre possuiu um coração enorme e queria dar espaço a todos que tocavam seu coração.
Mas infelizmente para uma editora, mesmo que independente, isso não funciona. Assim eu me afastei dos trabalhos na editora e o Salles os manteve até pouco tempo quando decidiu parar com as publicações.


Para selecionar o material dos autores, qual era o critério que vocês adotavam?
ED OLIVER:
A princípio a idéia foi divulgar nossos próprios trabalhos e resgatar material que era importante para a HQ brasileira e que havia sido esquecido como O Gaúcho, de Júlio Shimamoto, e Raio Negro, de Gedeone Malagola, Obras de Elmano Silva; sempre publicamos aquilo que achávamos que tinha conteúdo, autores que nos inspirassem e que a médio ou longo prazo dessem um retorno.


        José Salles em mais um dia do Gibi Grátis, em seu trabalho em prol das crianças em Jaú.


A Júpiter publicou 200 títulos e Setenta mil revistas! De fato, um número incrível, principalmente para uma editora independente... Acredito que você teve importante papel em todo este processo?
ED OLIVER: Como disse eu era o principal conselheiro e idealizador visual por assim dizer, a parte da divulgação e o marketing via internet era feito por mim também, como dizia o Salles a editora era uma ação entre amigos, nós e os autores que publicávamos.


                                              Heróis da Júpiter 2 - Arte de Allan Goldman.

Raras são as editoras que surgiram fora do eixo Rio\São Paulo, até em virtude da logística.
Vocês estavam sediados na cidade de Jaú, no interior de S. Paulo, correto? Por que escolheram esta cidade?
ED OLIVER:
Na verdade começamos em São Paulo como SM Editora e depois com a mudança de Salles para Jaú lá ficou sendo sua sede.

Raio Negro… vamos falar sobre esse super-herói nacional famoso, que foi a criação-mór do meu saudoso e querido bengala brother professor Gedeone Malagola... de quem foi a ideia de ressuscitar esse super-herói que marcou época? Conta aí como tudo aconteceu... achei a idéia genial!
ED OLIVER:
Foi do Salles, depois que ele começou a manter contato e se tornou amigo pessoal de
Gedeone e da família.
Depois de saber que ainda havia aventuras inéditas tanto do Raio Negro quanto do Homem-Lua e
Hydroman, Salles propôs ao Gedeone relançar todo seu material - é importante salientar que a única pessoa que a família Malagola permitiu que publicasse o material do Gedeone foi o Salles, que fez um digno e magnífico trabalho.
Nós que conhecemos o Gedeone pessoalmente podemos dizer que este grande autor partiu feliz.

Arte de Ed Oliver para o Máscara Noturna
Na certa ele morreu feliz da vida, por que vocês conseguiram ressuscitar, para as novas gerações, aqueles grandes heróis do passado que foram criados por ele. E este era o grande sonho dele.
Vocês conseguiram publicar trabalhos feitos por gente da nova geração muito talentosa e de grandes mestres veteranos das HQs como o grande mestre Adalto Silva, sou fã do trabalho deste cidadão... como é que vocês conseguiram reunir tanta gente boa?

ED OLIVER: Apesar de muita gente ignorar nosso trabalho, aos poucos fomos conseguindo admiradores e pessoas que ajudaram na divulgação de nosso trabalho em jornais, revistas e sites... isso chamou a atenção de artistas talentosos e mesmo aqueles que já gostavam do meu trabalho e do Salles individualmente.
De repente, estávamos recebendo cartas e emails de todo o Brasil! Matérias em revistas, foi uma honra para nós poder trabalhar com tanta gente talentosa. Para mim, em particular, Antonio Menezes foi um dos meus mestres!
Dos artistas que publicamos e ou descobrimos gosto muito de Francinildo Sena, Wellington Santos, Gonçalez Leandro, Gabriel Rocha, e tantos outros talentos!



Realmente, a editora Júpiter II passou a ser muito comentada por profissionais da área e por gente que estava começando e sonhava em ver seu trabalho publicado...
vocês surgiram numa época em que as HQs nacionais em banca praticamente tinham sumido, exceto A Turma da Mônica... a Júpiter foi um grande acontecimento, ninguém pode negar...
vocês fizeram um grande trabalho. Como vocês conheceram o Elias, outro veterano do mundo dos quadrinhos?
ED OLIVER:
Obrigado, Uma geração cresceu vendo e se influenciando com nosso trabalho. Ailton Elias foi mais um veterano autor que engrossou nossas fileiras graças ao Salles, que o conheceu pessoalmente em algum momento, que não me lembro, mas de fato foimais um material que merecia muito ser divulgado!

Ed Oliver embaixo à direita fez parte da premiada equipe da Revista Mundo dos Super Heróis.
Em que dia, mês e ano a editora Júpiter II foi inaugura? E, quantos títulos vocês lançaram inicialmente? Dá para relembrar alguns?
ED OLIVER:
Puxa vida, vamos lá... a editora foi fundada em Abril de 2005, que foi exatamente a publicação de nossa primeira revista o lendário polêmico Máscara Noturna edição # 1.
Publicamos muitos títulos diferentes. Entre eles os que venderam mais foram:
Máscara Noturna, Tormenta, Gaúcho, Raio Negro. Além desses, também foram bem o Chico Spencer, O Bom e Velho Faroeste e o Capitão Mac Namara. Nós nos tornamos a editora que mais publicou autores e super-heróis nacionais no Brasil. Dentre estes estavam Meteoro, Velta, Crânio, Lagarto Negro, Vulto Negro, Corcel Negro, e tantos outros!

Pelo que pude acompanhar, vocês lançaram títulos de diversos gêneros, como westerns, aventuras, super-heróis, HQs românticas e até religiosas... quais desses temas editados venderam mais?
ED OLIVER:
Com certeza os de super-heróis! Em média, qual era a tiragem?
Títulos como Raio Negro, Máscara Noturna, Tormenta, sempre venderam bem, até mais do que esperávamos se você for considerar que não tínhamos estrutura de uma editora grande.


A forma de comercialização... vamos falar sobre isso, que é um fator importante... vocês só vendiam pela Internet, ou também distribuíam em bancas de jornais?
ED OLIVER:
Em todos os lugares possíveis em que conseguíamos expor nossos produtos.

Deu para ganhar dinheiro publicando HQs independentes? Ou só deu para empatar?
ED OLIVER:
Dava para continuar investindo em mais impressões e pagar os artistas, por que você deve imaginar o quanto se gastava em gráfica e correios.

De quem foi a decisão de encerrar as atividadesdessa casa editorial que marcou época e uma geração? E, o que os levou a isso?
ED OLIVER:
Salles resolveu parar com as atividades por que também se viu descontente com os atuais rumos do mercado editorial no Brasil. Eu já havia me afastado antes por que em certo momento eu também não estava mais dando 100% de mim em nossos trabalhos e queria me concentrar em outras atividades que estava desenvolvendo.
Nesta mesma época eu era colaborador da revista Mundo dos Super Heróis, e chefiava uma equipe de ilustradores para livros didáticos na agência de Eliphas Andreato. Salles ainda continua vendendo as edições que há em estoque.


José Salles à direita junto ao mestre José Menezes. 

Que Deus lhe ouça. Precisamos de mais gente intrépida como ele e você. Admiro muito gente corajosa como vocês que, como outros, investem num setor que sempre foi instável. Digo isso, porque sei que não é fácil ser editor num país subdesenvolvido, mesmo trabalhando com grandes tiragens e distribuição nacional – por experiência própria e por estar ciente de que HQs nunca foram um tipo de publicação sustentável, com raras exceções, é óbvio.
Repito... você e o Salles foram verdadeiros heróis, de carne e osso, e não de papel... parabéns!
ED OLIVER:
Obrigado pelas palavras amigo, mas acho que no fundo Salles e eu fizemos aquilo que muitos não têm coragem, colocar a mão na massa.
Uma das coisas que aprendemos com isso por incrível que pareça é que para o grande publico mesmo não há preconceito para as HQs nacionais.
Os caras que compravam um título como Tormenta, por exemplo, não queriam saber se era um herói nacional ou americano, queriam ler a HQ por que era boa. Ainda hoje recebo emails e palavras nas redes sociais de pessoas que dizem que passaram a desenhar quadrinhos porque foram incentivadas
pelo nosso trabalho, pelos nossos personagens.
Acho que no fim das contas esse foi nosso maior pagamento, uma geração cresceu inspirada em nossa luta!

Ed Oliver e Mike Deodato
Perfeito. Movimentos nacionalistas como vocês fizeram são bacanas porque incentivaram uma nova geração a produzir, a querer também realizar um bom trabalho.
ED OLIVER:
Essa eu penso era a principal diferença da Júpiter2 e de nosso trabalho, formar um novo publico leitor de quadrinhos e não só publicar ou tentar fazer material clonado do de fora.

Sem a Júpiter II, muitos autores ficarão a ver navios e as HQs Made in Brazil perdem o pouco espaço que tinham, infelizmente... você também acha que a grande maioria dos leitores de gibis – fãs de super-heróis importados, de fato, não curtem HQs nacionais?
ED OLIVER:
Como eu disse na questão anterior isso é mentira. Digo aos caras que estão começando: “ Não vão atrás de fóruns e grupos que falam mal de títulos nacionais!”.
Primeiro, porque o cara nunca produziu nada e portanto não tem conhecimento, nem sabe como funciona o mercado e a cabeça da maioria dos leitores.
Faça o seu melhor. Você vê trabalhos como Necronauta, Penitente, Meteoro, Cometa, Resistente, Crânio, Invictos, veja aí os Guerreiros da Tempestade, do amigo Anísio Serrazul, personagens que poderão virar uma animação de grande vulto! Trabalhos seminais e que provam a qualidade do autor brasileiro!

Eterna personagem ainda inédita de Ed Oliver
Valeu a pena editar HQs independentes no país, grande Ed? A experiência foi válida?
Você, se pudesse, faria tudo outra vez?
ED OLIVER:
Com certeza, valeu a pena incentivar uma geração de artistas e ser reconhecido por uma geração de leitores, sobretudo os amigos e as experiências que troquei foram tesouros que levarei comigo o resto da vida, a amizade de Salles e seu companheirismo para comigo também me marcaram muito!

Como você se autodefine?
ED OLIVER:
Um idealista, um criador compulsivo.

O relacionamento com o ex-parceiro, José Salles, continua o mesmo? Pretendem realizar outras empreitadas desse tipo, juntos?
ED OLIVER:
Mantemos contato regularmente, Salles é um irmão distante, quem sabe de uma
hora para outra não retornamos juntos com uma nova loucura?

Atualmente, você está empenhado em algum projeto pessoal? Planos para o futuro?
ED OLIVER: Atualemente sou Gerente de Marketing da Universo Editora, Além disso estou desenvolvendo algumas coisas com meu novo personagem o Veredicto: http://veredictoquadrinhos.blogspot.com.br/


Quadrinhos on line podem ser uma boa opção, para as HQs tupiniquins?
ED OLIVER:
Com certeza! No Japão por exemplo, a realidade dos quadrinhos digitais já está presente e há um grande mercado!

Os japoneses estão adiantados mil anos-luz da gente. Mauricio de Sousa e a Turma da Mônica, eles fazem sucesso atualmente no Brasil e no mundo.
ED OLIVER:
Eu acho que ao tomar conhecimento do sistema de trabalho e produção de autores como Disney e Torayama, Mauricio viu como deveria administrar melhor seu negócio e expandi-lo.
Sem dúvida ele é um exemplo a ser seguido e alguém que admiro muito!


Ed Oliver, foi um prazer inenarrável poder trocar idéias com você, saber mais sobre sua carreira e sobre o incrível trabalho que você e o Salles realizaram!
Em nome de todos os autores de HQs desse país e em nome de muitos leitores que curtem gibis,
só me resta, agradecer a você e ao Salles, por terem criado corajosamente a Júpiter II, uma editora que, sem dúvida, fez história, porque contribuiu de forma marcante para a sobrevivência das HQs nacionais, que se fosse depender dos chamados “Editores profissionais” teriam sucumbido há anos.
Vocês são heróis deixando um legado incrível.
ED OLIVER:
Agradeço imensamente o espaço e a oportunidade de contar um pouco de nossa história! E vamos continuar queimando os grafites!

© Os direitos autorais das imagens contidas aqui são dos seus autores ou representantes legais e têm o cunho meramente ilustrativo.


Edição:
Helena Sarkolski é Editora, Escritora e crítica de Quadrinhos.

Entrevista com Ricardo Coimbra




Segundo o cartunista Bruno Maron: “ Coimbra pratica um niilismo ativo de alta voltagem, demolindo com prazer qualquer esboço de ideal ascético que porventura possa obliterar esse gosto pelo riso, o riso liberado de qualquer condicionamento moral. A ordem transcendente fica de calça arriada, com o cofrinho de fora.”
Ricardo Coimbra vêm se destacando na nova geração de cartunistas, sem amarras e com liberdade ideológica, vamos conhecer um pouco mais do que faz e o que pensa este cara gente boa e se é possível dizer assim, de uma humildade ácida!

Editora Gato Preto uma nova força criativa!

O Mercado Editorial tem mudado sobretudo o publico, em busca de produtos de qualidade e fugindo do esquema um tanto já fatigado de grandes tiragens impessoais, algumas editoras tem apostado em outras linhas editoriais e na criatividade e têm nos presenteado com grandes trabalhos! É exatamente este o caso da Gato Preto

Magos do Traço - Tony Graystone Arte Espiritual e Detalhista!



Com uma arte fortemente influênciada pela espiritualidade e o detalhismo orientais, Tony Graystone vêm chamando a atenção com seu trabalho transcedental, emprestando sua arte detalhista às mais diferentes mídias.

Novo software Affinity, o substituto do Photoshop e Illustrator?

Quando uma app intitulada Affinity Designer apareceu no ano passado na Mac App Store, a imprensa rapidamente lançou a interrogação sobre se esta seria o “ The Illustrator Killer”. Enquanto no Blog do Ilustrador tentamos obter uma resposta, apresentamos agora o mais recente membro da família Affinity. Chama-se Affinity Photo e pode ser a alternativa ao Photoshop.

A "Vida de Prástico" de Ricardo Coimbra


             
Imagine a proposta crítica dos quadrinistas dos anos 80 e adicione uma dose extra de ousadia, ironia e liberdade editorial é isso que Ricardo Coimbra mostra em seus quadrinhos e mais....
Vida de Prástico é um murro bem vindo em nossas bocas do estômago mal acostumadas com a moda gourmet, o consumismo, a cartilha do politicamente correto...

Participe do Ugra Zine Fest 2015!



O Ugra Zine Fest 2015 abrigará uma grande exposição de fanzines, zines e publicações independentes. A exposição será oficialmente aberta no dia 19 de setembro, primeiro dia do festival, e ficará em cartaz no Centro Cultural São Paulo até o dia 4 de outubro. Informações de todas as publicações recebidas constarão no catálogo impresso que será lançado no evento.

Anisio Serrazul fala enfim sobre o destino dos Guerreiros da Tempestade!


Entre 2005 e 2009 um grupo de super heróis brasileiros tomou de assalto os quadrinhos nacionais, o roteirista goiano  Anísio Serrazul, assumiu os riscos, e mostrou aos na época, crédulos críticos do gênero sobretudo por serem personagens nacionais, que era possível fazer ótimos quadrinhos de super heróis nacionais, apostando no trabalho e reunindo uma equipe de trabalho competente, Anisio deu vida aos Guerreiros da Tempestade, um grupo de pessoas com poderes especiais, com visual inspirado nos heróis americanos, mas com temática e histórias voltadas à realidade brasileira.

Ugrapress - Inaugura sua loja em São Paulo!




Um sábio já disse certa vez: - "Enquanto houver contestação, haverá Fanzines!"
A Ugrapress inaugura sua loja em São paulo com alegria, gente descolada e o melhor que você pode encontrar nas publicações independentes!

Exposição do Edital Bolsa São Paulo de Apoio às Artes Visuais

Um dos grandes desafios atuais da arte contemporânea está ligado à falta de incentivo à busca por temáticas instigantes, à saída do mais do mesmo, do arroz com feijão.
Tendo isso em mente, a Transarte criou o Edital Bolsa São Paulo de Apoio às Artes Visuais, um estímulo aos novos artistas.