Roberto Guedes volta com a histórica Revista Status Comics.



Recentemente o editor, roteirista, escritor e pesquisador Roberto Guedes lançou o seminal "Jack Kirby o criador de Deuses" mas o intrépido editor aproveitou a bela fase para retornar com um antigo projeto: STATUS COMICS o fanzine que publicou em inicio de carreira.


A Volta de Dylan Dog às Livrarias Brasileiras



Além dos quadrinhos europeus da Mythos, outra que vai trazer HQ de qualidade ao leitor brasileiro é a editora Lorentz.
O personagem italiano Dylan Dog, também conhecido como o Investigador do Pesadelo, completou 30 anos de publicação em 2016. É o maior fenômeno editorial dos quadrinhos italianos nos últimos anos. Criado pelo roteirista Tiziano Sclavi para o Estúdio Bonelli, o personagem é um ex-policial da Scotland Yard que se livrou do distintivo e do álcool para investigar casos sobrenaturais por conta e risco próprios. Suas aventuras mesclam todo tipo de gêneros: thrillers a la Poe, terror, zumbis, viagens espaciais, interdimensionais, viagem no tempo, assassinatos, monstros, romance… Há vários gêneros presentes, sendo nada fácil colocar um como “o” mais importante, as narrativas e os temas se cruzam de uma forma, que não encontramos fronteiras, moldando um amalgama que é esse HQ de crime-suspense-mistério.


Mythos divulga leva de ótimos quadrinhos europeus.




 Os leitores mais exigentes e fãs de bons quadrinhos, terão em breve ótimas alternativas em contraponto à enxurrada de títulos de Marvel e Dc em mais uma enxurradas de mortes, ressureições e ameaças cósmicas que as americanas estão jogando em seus leitores atualmente em mais uma tentativa de uma massagem cardíaca tentando se manter no mercado. São as novidades trazidas pela Mythos editora.

Além dos materiais vindos da italiana Sergio Bonelli Editore e da britânica 2000AD, uma enxurrada de títulos europeus da Glénat está nos planos da Mythos Editora. Dois deles já têm data prevista para este segundo semestre.
Em outubro, será lançado Red Skin (ainda sem título em português), com roteiros do francês Xavier Dorison – conhecido por aqui por O Terceiro Testamento (publicada de forma incompleta pela Multi Editores) – e desenhos do norte-americano Terry Dodson, cuja arte pode ser vista em HQs de super-heróis como o Homem-Aranha (Caído entre os Mortos, O Mal no Coração dos Homens).

No final dos anos 1970, auge da Guerra Fria, uma espiã russa é enviada aos Estados Unidos para realizar uma operação de propaganda e lutar contra um grupo neo-fascista que ameaça os acordos de desarmamento nuclear. Já na terra do Tio Sam, ela se infiltrará sob a identidade secreta de uma… atriz pornô!
“Antes de conhecermos Red Skin, conhecemos Red One, que era a versão publicada pela Image“, conta o editor Julio Monteiro. “Mas a original é francês. A partir desse material com o Terry Dodson, que é conhecido pelo público das nossas HQs – ou talvez melhor dizendo pelo eixo de fãs Marvel/DC, como um todo –, aproveitamos outros materiais que também tinham esse diferencial gráfico e combinavam com boas histórias”.

De acordo com o editor da Mythos, os dois álbuns de Red Skin irão sair em um encadernado de 112 páginas.

No final de novembro, a editora trará Elric, adaptação para os quadrinhos da famosa saga escrita pelo britânico Michael Moorcock sobre o imperador do reino de Melniboné, introspectivo, debilitado e escravo da sua espada.
“Já em Elric, fomos inspirados pelo fato de que somos a casa de um dos ‘amigos’ do feiticeiro albino, que é o Conan, e também pelo fato de que o Moorcock está em alta atualmente no Brasil”, explica Monteiro.


Com roteiro de Julien Blondel e arte de Robin Recht e Didier Poli, foram lançados dois álbuns de um total de quatro volumes na Europa. No Brasil, serão compilados os dois primeiros tomos (Le trône de rubis e Stormbringer) na edição.

Vale lembrar que, no começo dos anos 1990, chegou a sair por aqui uma versão por um dos grandes escritores de Conan, Roy Thomas: Elric – Navegante Nos Mares do Destino, minissérie em quatro edições pela Abril; e A Cidade dos Sonhos, dentro da coleção Graphic Globo, com arte de P. Craig Russell.

Em 2018, serão lançadas pela editora brasileira mais obras da Glénat, que terá a companhia de títulos da Delcourt. Confira a seguir:
Cutting Edge, com roteiro de Francesco Dimitri e desenhos de Mario Alberti (do Tex Graphic Novel # 2 – Fronteira!), mostra a nata mundial de cientistas, artistas e empresários envolvidos em um desafio mortal que testará seus limites.
Já Nous, les morts se passa no Século 16, quando a Europa é vítima de uma epidemia que transforma as pessoas em zumbis. Cinco séculos depois, do outro lado do Oceano Atlântico, a única ligação do povo asteca com os europeus é um estranho grupo que chegou de barco logo após o surto.
A trama é desenvolvida pelo croata Darko Macan e a arte fica por conta do também conterrâneo Igor Kordey, conhecido por aqui por trabalhos da Marvel, DC e Heavy Metal.


Ainda no âmbito dos zumbis, os fãs de terror nas telonas poderão conferir La Nuit des Morts-Vivants, abordagem quadrinizada do francês Jean-Luc Istin (roteiro) e do italiano Elia Bonetti (arte) para o clássico longa-metragem A Noite dos Mortos-Vivos (1968), do diretor estadunidense George A. Romero.
Ainda na esteira do terror, o roteirista britânico Pat Mills (Marshal Law, Sláine) se junta ao artista francês Olivier Ledroit para dar tom ao clima gótico e sadomasoquista de Requiem – Chevalier Vampire. Morto no front durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado nazista vai parar em um mundo onde se fica mais jovem na medida do avanço do tempo, e onde a terra é o mar e vice-versa. Lá, as pessoas reencarnam em monstros, de acordo com os seus pecados. Uma das castas mais poderosas é a dos vampiros.


Por fim, apesar de ser um material norte-americano, a editora trará, com base na edição francesa, a série Lady Mechanika, de Joe Benitez, cujo traço é conhecido por aqui em Darkness e Novos Titãs (da fase de Judd Winick). No estilo steampunk, a HQ acompanha uma garota sobrevivente de uma terrível experiência que a deixou com braços mecânicos na busca do seu passado.


Segundo Julio Monteiro, atualmente os quadrinhos alcançaram um boom que tornou possível lançar produtos diferenciados e, mesmo assim, alcançar também o público.

“Quisemos aproveitar essa oportunidade trazida pelo mercado atual para explorar novos formatos e quadrinhos diferenciados”, justifica o editor, exemplificando a republicação de Conan – Edição Histórica e, mais recentemente, Hellboy – Edição de Ouro – Contos Bizarros, que “é gigantesco para se explorar melhor a arte”.
“Ainda estamos negociando materiais franceses, mas para o ano que vem teremos, no máximo, mais um ou dois”, complementa.

por: Ed Oliver

fonte: Press Release enviado pela Mythos Editora

Maurício de Sousa o Homem de 1 Bilhão de Revistas!




Até a década de 90 era comum uma rusga e injustificada crítica e aversão aos quadrinhos brasileiros, com o advento da internet e os Projetos de financiamento de quadrinhos fez com que inúmeros e talentosos artistas brasileiros mostrassem seus trabalhos além do setor alternativo e o público leitor percebeu que havia vida inteligente ( e de qualidade) além dos universos Marvel, DC e Mangás onde, aliás as 2 americanas agonizam desde ha 3 décadas com roteiros cada vez mais repetitivos e sem a capacidade de renovar seus leitores apesar do sucesso de seus desenhos e filmes.



Mauricio de Sousa que é o principal nome do quadrinho nacional soube renovar e inovar seus produtos para o novo milênio e numa crescente cada vez maior hoje tem sua obra espalhada por todo o mundo, ultrapassando em números um nome até então pensado inabalável no setor: A Disney
Convidado do programa Roda Viva desta segunda-feira (03/07/2017) Mauricio de Sousa, nascido em 27 de outubro de 1935 na cidade paulista de Santa Isabel, ele é o autor das histórias em quadrinhos mais lidas do Brasil. Desde 1959, quando surgiu sua primeira criatura, o cãozinho Bidu, até hoje, foram mais de 1 bilhão de gibis vendidos e 400 personagens!!! Parte desta trajetória de sucesso é descrita na recém lançada biografia “Mauricio – A história que não está no gibi”. Confira trechos da entrevista:

“Foi sem querer que comecei a retratar as minhas experiências nos quadrinhos. De repente percebi que estava levando toda a minha vivência para as histórias. Estava dando certo e resolvi continuar com a mesma fórmula”.


“Um dos segredos da longevidade da Turma da Mônica é que meu estúdio tem muitos jovens. Isso ajuda a manter as histórias vivas e dinâmicas. Acompanhamos inclusive as evoluções tecnológicas e atualizamos as plataformas de comunicação. Hoje, nosso maior sucesso no YouTube é a Mônica Toys, com bilhões de acessos no mundo todo”.

“Quando criei o Cascão estava com medo de lançar a revista achando que poderia estimular as crianças a não tomarem banho. Minha mulher perguntou por que este medo e disse: ‘Toda criança é assim’. Por enquanto não penso em lançar um personagem homossexual. Vou esperar que a sociedade aceite essa questão de maneira melhor. Sempre digo que a Turma da Mônica não deve levantar bandeiras, mas pegar a bandeira que está passando”.

“O papel não vai acabar, porque é mágico, tem cheiro. É diferente da imagem fugidia da televisão, da internet. Não é a mesma coisa que pegar na mão, ler, cheirar, guardar”.

“Quando entrei no jornalismo, vinha carregado de um português rebuscado, formal. A primeira coisa que pediram na redação foi para usar uma linguagem coloquial, não colocar adjetivos e ser direto. Pensei que ia jogar fora todos os meus anos de Eça de Queiroz e Machado de Assis. Mas esse texto direto e coloquial é o ideal para caber num balão de história em quadrinho. A reportagem me ensinou a concisão. Acabou sendo ótimo, porque nem a profissão de repórter nem a de desenhista pagavam muito. Juntando as duas me dei bem”.


“Mesmo no tempo da ditadura, era muito cuidadoso. Por isso não sofri pressão do governo. Tinha que me preocupar não só com o meu salário, mas com o de todos que trabalhavam comigo. Alguns colegas tentaram me convencer a fazer com que meus personagens se engajassem, mas não aceitei. Na época da queda do Jango já tinha me dado mal e decidi que não queria mais saber de política. Na campanha pela nacionalização das histórias em quadrinho, fui demitido da Folha acusado de comunismo”.

“No momento da criação, o desenhista é o personagem. Então, já fui o Bidu, a Mônica, o Cebolinha, o Louco. Mas o personagem que mais me caracteriza é o Horácio, o dinossauro. Ele está solto no mundo. O Horácio é meu alter ego. Tanto que ainda não consegui passar o esse personagem para ninguém do meu escritório”.

“Uma coisa que incomoda qualquer criador é a patrulha do politicamente correto. De vez em quando, chego no estúdio e peço para o pessoal desobedecer um pouquinho mais. Mas o que é mal visto eu não uso. No começo das minhas histórias desenhava o Chico Bento soltando balão. Não uso mais. Meus personagens devem agir da mesma forma que as crianças bem informadas de hoje”.


“Quando conheci os gibis, fiquei maravilhado. Levei para casa alguns bem velhos, já desbotados, amassados, e pedi para a minha mãe ler para mim. Aqueles personagens ganharam vida na voz dela. Aprendi a ler pelos gibis, com a minha mãe me ensinando os segredos daquelas letrinhas. Ali começou meu gosto pelo desenho e pela vontade de fazer aquilo”.

“Na escola, uma professora não gostava que eu desenhasse na sala de aula. Me dava reguadas quando me pegava desenhando. No ano seguinte, em compensação, uma professora que adorava que eu desenhasse, pediu que eu ilustrasse as lições. Comecei a estudar ainda mais para conseguir ilustrar aquilo e passei a tirar só 9 e 10”.


“É minha família que sugere amainar um pouco os exageros dos personagens. O Cascão, por exemplo, continuará a não gostar de tomar banho, mas não precisa mais ter cheiro ruim. A Magali vai continuar comendo bem, gostando de comer, mas quando passar o carrinho de sorvete ela não vai acabar com o carrinho inteiro como fazia antes”.

“A Mônica era inaceitável no Japão porque ela batia em homens”.

“Quando lancei a revista do Chico Bento aqui em São Paulo, achei que não faria tanto sucesso por causa do universo da roça. Mas foi o contrário. Em alguns meses, ela ultrapassa a da Mônica. Quando pesquisei, descobri que isso acontecia, porque muitos leitores tinham certa nostalgia justamente daquilo que não tinham vivido”.

“Alguns mantras que adoro ouvir são ‘aprendi a ler com os seus personagens’ e ‘você me ensinou a ler’. Mas o ‘você fez parte de toda a minha infância’ talvez seja o que mais me emocione”.


A bancada de entrevistadores reuniu os jornalistas Bruno Meier (VEJA), Edison Veiga (Estadão), Helen Braun (Rádio Jovem Pan), Isabella D’Ercole (Revista Claudia) e Ivan Finotti (Folha). Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso o programa foi transmitido pela TV Cultura.

por: Ed Oliver

Projeto de Laerte e Angeli terá residência artística na casa de Hilda Hilst



A Casa do Sol, onde Hilda Hilst (1930-2004) viveu, em Campinas, terá uma nova função a partir do dia 10, além daquela de preservar a memória da escritora e receber visitantes interessados em conhecer seu universo. Pelo menos por um tempo.

Ali, até o dia 23, 10 artistas brasileiros e estrangeiros vão se reunir com o objetivo de conceber e produzir a revista Baiacu. Baiacu é, também, o nome do projeto idealizados pelos cartunistas Laerte e Angeli que não ficará restrito apenas à casa em Campinas. Durante o período da residência, uma série de atividades será realizada na Sesc Ipiranga, em São Paulo, com a presença dos artistas convidados. A abertura será no dia 11, às 20 h, com transmissão ao vivo pelo Facebook da instituição, quando Angeli, Laerte, Rafael Coutinho e André Conti explicam a genealogia do projeto.