Entrevista com o mestre do Lápis de Cor, Mario Freire!





O Portal dos Quadrinhos foi conversar com o mestre Mario Freire, sem dúvida o maior nome desta arte atualmente em nosso país. Freire há tempos vêm chamando a atenção nas mídias sociais com suas artes complexas, majestosas e de uma beleza ímpar e nesta entrevista exclusiva nôs fala um pouco de sua técnica, dos segredos desta impactante arte e do mundos das artes! Confira AQUI!




Lápis de Cores - Análise de Marcas Nacionais! Parte 2




E eis que chegamos à segunda parte de nossa resenha sobre Lápis de Cores a venda no Mercado nacional, mais dicas quentes para você!!! Confira AQUI!


Lançamento inédito da Editora Criativo!




Editora Criativo anuncia o lançamento simultâneo de 30 edições da coleção Sketchbook Custom!!!
Confira AQUI!

Lápis de cores - Análise de marcas Nacionais!





Desmistificando a teoria que material nacional é inferior, nessa matéria em 2 partes analisamos e mostramos para você marcas de lápis de cor de qualidade!!! Confira AQUI!

Magos do Traço - Josephine Wall






Conheça a magnífica arte multicolorida da pintora Josephine Wall AQUI!

Dôssie HQ: Moonshadow - Um Conto de Fadas para Adultos!

por: Ed Oliver

As matérias especiais tratando de lançamentos importantes que foram essenciais nas histórias em quadrinhos, o nosso Dôssie HQ,  tem tido uma resposta muito boa em visitas e cumpre a importante função de resgate e estudo dos quadrinhos que sempre marcou nosso trabalho.

Desta vez tratamos de uma das maiores injustiças do mundo dos quadrinhos: Moonshadow uma obra de peso, irretocável em sua força, sua originalidade e pioneirismo.
Lançada no início dos anos 90 época em que iniciava um declínio importante na qualidade dos roteiros das grandes editoras, Moonshadow tomou a rota contrária mostrando-se uma obra de primeira grandeza. Na medida em que se citam nome de Obras como Watchmen, Sandman, Cavaleiro das Trevas,  impulsionadas entre os leitores pela mídia especializada, Moonshadow infelizmente é injustamente esquecida estando no patamar e quiçá até além destas tão alardeadas.
Pesquisando pela internet, encontrei uma análise crítica irretocável da obra feita pelo colunista Rodrigo Emanoel Fernandes para o site Universo Hq, que descreve de forma perfeita toda a importância e grandeza da obra, assim sendo a reproduzimos a seguir:


"Um Conto de Fadas para adultos"

Sheila Fay Bernbaun, também chamada “Sunflower”, é abduzida pelas misteriosas e caprichosas esferas conhecidas como G’L-Doses e aprisionada no seu Zôo espacial.
Lá, após uma improvável união com uma das criaturas onipotentes, Sunflower dá a luz Moonshadow, que um dia partirá numa jornada pelas estrelas com sua mãe e o detestável pai adotivo Ira, em busca de aventuras que o levarão ao seu próprio despertar.


O mundo é mesmo cheio de injustiças e nada se pode fazer quanto a muitas delas. Mas é possível tentar remediar algumas omissões e resgatar obras cujos méritos merecem uma celebração mais justa, mesmo mais de 20 anos após sua publicação original.
Moonshadow é um caso exemplar. Lançada em 1985 nos Estados Unidos, a série foi uma das mais bem-sucedidas publicações do selo Epic Marvel, célebre empreitada da então “Casa das Idéias” para ampliar seus horizontes com uma série de títulos com temática adulta, cujos direitos autorais pertenciam aos criadores e não à editora. Uma iniciativa que pode ser encarada como precursora daVertigo, da DC Comics, porém com bem menos brilho.
Isso porque, apesar da proposta, boa parte dos títulos do selo não fugia das convenções do gênero super-heróis, seja na temática, na estética ou mesmo nos objetivos. Ainda que séries como Dreadstar, do divertido Jim Starlin, possam ser consideradas ótimas, em termos gerais faltou à Epic a ousadia que caracterizou, por exemplo, os primeiros anos da Vertigo. Mas houve maravilhosas exceções. Moonshadow é a mais significativa.


A invasão britânica que revolucionou os quadrinhos americanos nos anos 80 ainda ensaiava seus primeiros passos. Alan Moore já estava bem à vontade com o Monstro do Pântano e a saga American Gothic seguia a pleno vapor, apresentando ao mundo tanto John Constantine quanto o jeitinho inglês de virar o universo DC de cabeça pra baixo.

Era um período bastante fértil para novas idéias e riscos, mas as iniciativas ainda eram tímidas. Foi nesse contexto que o selo Epic Marvel anunciou o seu “Conto de Fadas para Adultos”.
John Marc DeMatteis na época era mais um dos inúmeros roteiristas de super heróis, tanto da Marvelquanto da DC, até então sem grande destaque. O pintor Jon J. Muth era ainda pouco conhecido do grande público. Juntos, eles criaram uma obra grandiosa, ousada em todos os sentidos: na estética (foi o primeiro quadrinho norte-americano ilustrado inteiramente com pinturas), na temática, na narrativa, mas principalmente no rompimento com as convenções super-heróicas que até mesmo os britânicos na DC só ousaram arriscar aos poucos.


Até Sandman, no início, se passava no velho mundo de super heróis da DC, como fica claro no arco Prelúdios & Noturnos, algo extremamente destoante com a proposta da série, mas bastante típico da “tradição” de universo unificado que tanto caracteriza este gênero nos quadrinhos.
Sabiamente deixando essa “tradição” de lado, DeMatteis deu livre vazão às suas influências literárias e místicas ao compor uma espécie de fábula sobre a jornada da infância à maturidade.


Discípulo do guru indiano Meher Baba, o escritor revelou-se dotado de um lirismo e um senso de ironia deliciosos ao narrar, paralelamente, as histórias tanto de seu protagonista, o jovem Moonshadow, e seu universo místico/espacial repleto de criaturas fantásticas, quanto – em flashbacks – de sua mãe Sunflower em sua viagem de autoconhecimento pelos (des)caminhos da contracultura dos anos 60 e 70. E quem poderia dizer qual mundo seria mais “fantástico” ou mais “real”?
Moonshadow (nunca um nome tão divertidamente hippie soou tão adequado a um personagem) cresceu isolado no Zôo dos todo-poderosos G’L-Doses. Tudo o que sabe sobre o universo aprendeu nos livros, na literatura, na visão dos artistas e sonhadores, como sua mãe. Uma infância que guarda bastante em comum com boa parte do, por assim dizer, público-alvo da série. E esta talvez seja a maior sacada de seus autores.
Pois o gênero fantástico, quando bem utilizado, não é uma fuga da realidade, mas sim um meio eficaz de atingir camadas profundas que o mero realismo talvez tivesse dificuldade em atingir.
E não seria o mundo ao nosso redor tão absurdo, bizarro, maravilhoso e aterrorizante quanto o universo no qual Moonshadow vive suas aventuras? Basta observá-lo com o olhar “inocente” das crianças, dos artistas, dos tolos e daqueles que não tiveram sua sensibilidade soterrada pelas exigências desse mesmo mundo.
 
A série atinge em cheio o âmago da geração dos anos 80, os desencantados filhos da contracultura, crescendo num mundo que se entrega, com escassa resistência, ao cinismo da filosofia materialista do consumo, onde todos os aspectos da vida tornam-se mensuráveis em valores de mercadoria.
Pelos olhos de Moonshadow, o leitor revive sua própria jornada de descoberta, os primeiros contatos com a realidade, além dos sonhos de infância, em todo o seu mistério e absurdo.

Não por acaso é uma obra polêmica. Nem de longe uma unanimidade. Nos fóruns sobre quadrinhos é comum encontrar parcelas iguais de admiradores e detratores. Enquanto alguns a consideram uma das melhores e mais ousadas HQs dos anos 80, outros a definem como entediante e pretensiosa.
(Vale perguntar se a diferença entre os adjetivos “ousado” e “pretensioso” não seria exclusivamente uma questão de gosto e vivências pessoais de quem lê, afinal como seria possível criar uma trabalho artístico relevante sem uma boa dose de pretensão?).
 
De qualquer modo, é difícil ficar indiferente. DeMatteis e Muth (com colaborações ocasionais de Kent Williams e George Pratt em alguns capítulos) não desperdiçam uma página sequer das 12 edições, num ritmo contagiante de descobertas e decepções para o jovem Moonshadow: o desesperado apego à duvidosa figura paterna de Ira; o embate e aceitação da inevitabilidade da morte; o confronto com a hipocrisia das máscaras sociais, religiosas e políticas; a mistificação aterrorizada da própria sexualidade; o contato com a guerra, a loucura e a utopia; o desencanto libertador do riso dos trágicos…
Uma gama tão grande de temas intimistas leva o leitor a se identificar mais com algumas edições do que com outras, o que é natural. Há algo de permanentemente misterioso na série, algo que prossegue para além de seu enigmático desfecho.

Nas palavras do velho senhor Moonshadow (narrando a história “não de sua vida, mas de seu despertar”), ecoa um reconhecimento, uma sensação de compreensão plena, que escapa quando se tenta colocá-la em palavras. Mesmo assim, é possível sentir: está lá, nos delirantes sorrisos dos G’L-Doses, fazendo eco com o sorriso que o leitor se surpreende ao ver em seu rosto … Talvez não depois da primeira leitura, mas, afinal, trata-se de uma história que convida a voltar, nos mais díspares momentos da vida.


Moonshadow foi reeditada nos Estados Unidos pelo selo Vertigo, em 1995, com novas capas produzidas por Muth, tornando-se uma das raras séries a serem publicadas pelas duas gigantes do mercado americano.
 
Sua fama consolidou as carreiras de seus autores. DeMatteis teve oportunidade de levar o velho Homem-Aranha aos seus limites na já clássica A Última Caçada de Kraven (1987). Ao lado de Kent Williams, produziu a desconcertante minissérie Blood – Uma História de Sangue, também pelo seloEpic, outra notável precursora do “estilo Vertigo“.

Jon J. Muth continuou assombrando os leitores com suas magníficas aquarelas. Em 1997, reuniu-se com DeMatteis para criar uma espécie de 13º capítulo para sua obra de maior sucesso: Farewell Moonshadow, tão lírica e bela quanto a série original e abertamente dedicada ao guru Meher Baba. E inédita por aqui!


No Brasil, a série chegou em 1990, como parte de um pacote da editora Globo que incluía as primeiras publicações de Sandman e V de Vingança, entre outras. Uma época saudosa, quando lançamentos de alta qualidade pipocavam de todos os lados a preços módicos e acessíveis.
No entanto, a série nunca mais foi reeditada por aqui, a ponto de, hoje, ser praticamente desconhecida pela maioria dos jovens leitores brasileiros. Ou pior: lembrada como uma espécie de primo-pobre dos gigantes da década de 1980, como Monstro do Pântano, Sandman, V de Vingança e Hellblazer, o que é terrivelmente injusto.
Já passou da hora de alguma editora trazer Moonshadow de volta, de preferência acompanhada da inédita Farewell Moonshadow, mostrando para uma nova geração de leitores que as “regiões suaves” pelas quais Neil Gaiman tanto conduziu os leitores também já foram exploradas por outros “gigantes”, tão excêntricos e caprichosos quanto os G’L-Doses.

texto: Rodrigo Emanoel Fernandes

Curiosidades:
▪ A trama mostra disputa de poder, a influência corrupta da Igreja sobre o estado, a influência atordoante da fé sobre a população que naufraga entre a certeza da existência do divino e o caos do pensamento contrário.

▪ A representação de seu pai é curiosa: uma esfera de luz, insondável, que sempre aparece para provocar uma mudança drástica na vida de Moonshadow e lhe parece uma autoridade rigorosa. Nesse ponto, DeMatteis estava afinado com a psicanálise (sei que o leitor de quadrinhos de modo geral detesta esse tipo de análise, mas não posso deixar de mencionar), o pai é sempre distante, muitas vezes autoritário e incompreensível, enquanto a mãe é a primeira paixão do menino. E essa é a maneira que ele percebe e transmite as coisas...

E agora graças aos esforços do Portal dos Quadrinhos você poderá baixar e ler esta obra-prima dos Quadrinhos em 2 Volumes!

VOLUME 1  -  VOLUME 2
                                            
Moonshadow
Editora: Editora Globo – Minissérie quinzenal em 12 edições
Autores: John Marc DeMatteis (roteiro), Jon J. Muth (pinturas), Kent Williams (pinturas capítulos 6, 10 e 12) e George Pratt (pinturas capítulos 11 e 12).
Preço: Variável conforme a oferta em sebos
Número de páginas: 32 por edição
Data de lançamento: Dezembro de 1990 a Maio de 1991


Qual o tamanho de uma página de Quadrinhos?



Hoje em dia o número de artistas que enveredam pelo mundo dos quadrinhos é muito grande, com o advento da internet os segredos da profissão se disseminaram e hoje há artistas e aspirantes em todos os diferentes campos das histórias em quadrinhos, seja nas hqs de super heróis americanos, seja nos Mangás, nos Quadrinhos Europeus, artistas que alcançaram voo de forma independente, enfim.

É óbvio que os artistas que trabalham neste mercado além de saber desenhar e dominar os segredos desta maravilhosa arte sequencial, precisam saber lidar com um certo número de ferramentas para que seu trabalho seja bem sucedido, sobretudo aqueles que estão tentando um lugar ao sol, e segundo os avaliadores de portfólio: " Trabalhos nas dimensões e com a apresentação certa" são meio caminho andado para um sim neste brilhante e concorrido mercado.

Dentre estas ferramentas, com certeza a que mais gera dúvidas nos artistas é : Como devo apresentar meus trabalhos? Quais as dimensões? O tamanho em que se deve apresentar estes trabalhos para darem a dimensão de que o artista possa ser um grande profissional?
Antigamente os artistas usavam verdadeiras "pranchas", páginas com dimensões gigantes, mas com a evolução da indústria gráfica as páginas de artes originais hoje diminuíram e as próprias editoras fizeram seus padrões de páginas. O mesmo aconteceria com os Syndicates, escritórios que distribuem as tiras dos artistas para os jornais, e assim, grande parte da indústria padronizou estes formatos até para facilitar seu trabalho com arquivos na hora de escanear as artes e colorir e na impressão nas gráficas.



As próprias editoras distribuem aos artistas folhas com marcações estas chamadas folhas "matrizes" ou folha padrão mostrava linhas com as dimensões que os artistas então até hoje tem de respeitar nas mágicas páginas que criam em cada história em quadrinhos.
Mas muita confusão se tem feito sobretudo no Mercado de produtos artísticos onde se vendem produtos com medidas totalmente fora dos padrões.
Para quem quer entrar no mercado, o formato das editoras é o padrão a ser seguido e que gera dúvida em muitos artistas que querem preparar seus portfólios e até em artistas que já trabalham e querem padronizar seus trabalhos, afinal para quem não sabe, há colecionadores que pagam caro pela arte original dos artistas e se a arte estiver em uma folha de boa apresentação, o valor desta arte pode valorizar em muito os preços.

Mas como fazer então para estar nesses padrões?
O Mercado brasileiro, algumas empresas oferecem blocos de papel já com estas marcações, porém há dois grandes problemas:
1- Muitas vezes as marcações impressas no bloco estão com as dimensões fora do padrão.
2- A qualidade e o tipo de papel não atendem à qualidade e exigências do trabalho.

Pesquisando, descobri que uma empresa, a Pro-Art desenvolveu uma idéia muita legal! Um produto chamado Comic Paper PDF.



O Comic Paper PDF é um produto que traz 4 arquivos em PDF com marcações para que o próprio artista imprima estas marcas em suas folhas em casa! A grande sacada é que além de o artista não ter mais a obrigação de comprar Blocos, ele ainda pode imprimir as matrizes no tipo de papel que melhor atenda seus trabalhos.

De acordo com as informações, o produto oferece 4 matrizes: Para Página Tradicional de Quadrinhos, Para Tiras de Quadrinhos ( inédito no Brasil ), Para Sketch Art ( que seria aquele tipo de arte que se faz para fãs por encomenda ou ao vivo em convenções) e a matriz para Sketch Cards que são aqueles Cards produzidos pelos artistas em diversas técnicas para fãs.


Todos respeitam as dimensões internacionais e servem para artistas de quaisquer estilos de quadrinhos desde Quadrinhos Independentes, até os Americanos e Mangás.
O produto está a venda no Mercado Livre e ao comprar o artista recebe os Arquivos em formato digital e suporte para quaisquer dúvidas.
A Comic Paper PDF ainda oferece a possibilidade do artista personalizar os papéis com sua assinatura neles, basta registar o pedido em email após a compra. e ainda vêm com um rápido guia de como utilizar as linhas na hora de desenhar!

Uma inteligente e boa alternativa, com um preço justo. Para conhecer mais do produto e comprar Clique AQUI!

por: Vinicius Oliveira

Catarse: São Paulo dos Mortos Vol. 3



A série São Paulo dos Mortos conta histórias de Zumbis ambientadas nas cinzentas ruas da cidade, explorando variados temas e propondo novas perspectivas ao gênero. Vindo de 2 edições anteriores bem sucedidas e com a marca da qualidade de um time de primeira linha das hqs nacionais.
Criada pelo roteirista Daniel Esteves, diversos ilustradores já participaram do projeto: Alex Rodrigues, Al Stefano, Ibraim Roberson, Jozz, Laudo Ferreira, Omar Viñole, Samuel Bono, Wagner de Souza, Wanderson de Souza, Will.

O primeiro volume foi viabilizado através de financiamento coletivo em 2013 e foi reimpresso em 2015. Conta com 5 histórias completas, que tratam de temas como violência policial, futebol, vegetarianismo, paixão obsessiva e a humanização do usuário de drogas. O segundo volume foi publicado em 2014, desta vez com uma história completa, apresentando o personagem Mortoboy. Por enquanto tivemos HQs ambientadas no metrô, na Santa Cecília, na Luz, em Itaquera, no Palácio do Governador e na Liberdade.
Confira mais sobre as outras edições no site do Selo Zapata Edições:www.zapataedicoes.com.br
Começamos a disponibilizar as HQs em capítulos no aplicativo Social Comics, onde poderão ser lidas com alguns extras e em breve incluiremos também HQs exclusivas para esse meio digital.


Esse ano esta sendo produzida uma nova edição da série, para ser lançada durante a CCXP (Comic Con Experience em São Paulo). Os mortos voltarão as ruas da cidade em histórias INÉDITAS, apresentando novos personagens e contando com o retorno do Mortoboy.
As histórias serão ambientadas no Brás, na Paulista e no Zoológico paulistano, com esses lugares tomados por zumbis numa tentativa de refletir certos conservadorismos do presente através destas narrativas ficcionais.
A edição seguirá o modelo das anteriores, em formato americano, com capa colorida, miolo preto e branco e contará com pelo menos 64 páginas, mas a expectativa é que possa chegar até 80 páginas.

Você pode conferir mais detalhes e garantir sua edição e recompensas da página no Catarse AQUI!

Editora Draco divulga agenda de lançamento do álbum O Despertar de Cthulhu



A Editora Draco divulgou uma série de lançamentos para o álbum O Despertar de Cthulhu em quadrinhos que se dará em cinco cidades e três estados nas próximas semanas. O livro é o segundo volume de uma trilogia de horror cósmico iniciada com O Rei Amarelo em Quadrinhos.

A coletânea reúne oito HQs de terror com roteiros originais e páginas em duas cores, inspiradas na obra de H. P. Lovecraft, mas com uma abordagem original e influência de mestres do horror como Stephen King, Takashi Miike e Clive Barker.


Magos do Traço - Jim Steranko




por: Ed Oliver

James "Jim" Steranko (5 de novembro de 1938 ) é um artista gráfico, ilustrador de quadrinhos, escritor, historiador e autor. Ele nasceu em Reading, Pensilvânia, nos Estados Unidos da América.

Conhecido por sua rica composição e cenas impactantes, sua arte nos quadrinhos de super heróis foi tão impactante que só teve Jack Kirby como comparativo de riqueza visual.

Artes Originais 1


A pedidos e sugestões de muitos amigos, inauguramos aqui a sessão "Artes originais" onde mostraremos originais de artes, páginas de quadrinhos e capas de quadrinhos, onde nossos leitores poderão conferir mais de perto a magia desta maravilhosas artes!

por: Ed Oliver

Semideuses - Walter Junior e Ale Librandi



LINK
Semideuses - Graphic Saga lançada em 1993 pelo Fanzine Saga, com personagens criados por Walter Junior (desenhos), Ale Librandi (roteiro), Marcelo de Carvalho e letreiramento de Marcelo Valente. 

Meann, Feedback, Overgirl e Lua Negra fizeram um grande barulho na época do lançamento de Semideuses na CONAQUI (Convenção Nacional de Quadrinhos Independentes), por ser uma revista de super-heróis produzida por um grupo de fanzineiros. O sucesso foi promissor com repercussão na imprensa (jornais e tv) e venda em bancas especializadas.

a Obra abocanhou dois prêmios: Ângelo Agostini de melhor lançamento e um prêmio Nova de ficção científica daquele ano. Logo após os personagens tiveram outra chance, agora em aventuras solo no Almanaque Sagaverso, que acabou não vingando e ficando apenas no primeiro número. Após todos esses anos de hiato, os super-heróis Feedback e Overgirl começam a se mexer para uma possível volta em 2017... Será?

Enciclopédia Trópico - Um marco na literatura brasileira.


por: Ed Oliver

É imperdoável que o advento da internet que permite fazer o resgate de obras essenciais sobretudo se falamos em cultura literária, que hoje em dia não encontremos nenhum estudo ou ensaio sobre a seminal Enciclopédia Trópico.
Aqui devo me permitir e que vocês me permitam abandonar o tom isento de pesquisador e confessar que o estudo desta maravilhosa obra se deve a este escriba, ter tido contato com ela quando criança e por ela ter irremediavelmente influenciado em minha formação cultural e artística.



Para começar precisamos entender que a Enciclopédia Trópico foi lançada pela primeira vez no Brasil em 1957 em 10 volumes que é justamente a edição que iremos tratar aqui, nesse período que se estendeu até o início dos anos 80 era comum e de praxe a venda de enciclopédias em vários volumes, com vendedores oferecendo planos de compra de porta em porta. A Trópico foi provavelmente a primeira enciclopédia com um tom mais simples e de fácil entendimento, publicada no Brasil pela "Livraria Martins Editora S.A", em minha pesquisa tentei entrar em contato com a hoje editora Martins Fontes, mas não souberam me informar se a antiga editora tinha algo a ver com eles. No interior da enciclopédia há uma informação que diz a propriedade literária e artística da enciclopédia no Brasil pertence à Giuseppe Maltese, mas também não consegui até o momento verificar se este teria algo a ver com a atual Editora Maltese, segredos inerentes ao mundo literário...
Sua edição original é da Editorial Larousse da França.
Além do Brasil a enciclopédia foi lançada na Europa e nos EUA em 12 ou 15 volumes dependendo do país, mas aqui foi condensada em 10 edições sendo mantido todo o seu conteúdo.

    

Voltando à Trópico, ela foi publicada por muitos anos no Brasil mas com capas diferentes e menos conteúdo, sendo esta primeira edição de 10 volumes a completa que foi publicada com capas em cores distintas, nos dias de hoje impossível se encontrar completa e em bom estado.



A Enciclopédia Trópico tinha um charme e uma formatação únicos, além de possuir como dissemos uma linguagem fácil e simples para tratar assuntos que iam da Pré- História às Ciências, os tópicos eram bem interessantes e divididos em temas como "História da Humanidade", "História das Religiões", "Mitologia Grega", "Mitologia Nórdica", "Biografias de Personagens Famosos da nossa História e Mundial",  "História dos Presidentes do Brasil", "Animais", "Insetos", "Fauna e Flora", "Comunicações", "Estilos de Arquitetura", "Mitologia Grega" e mais uma quantidade enorme de temas interessantes, como ensaios sobre países exóticos e invenções do homem, um trabalho primoroso de pesquisa, por isso o sucesso entre a garotada e adolescentes daquela época!
Por exemplo o artigo descrevendo a Divina Comédia é algo maravilhoso e muito marcante!

    

Além desta variedade de assuntos a Trópico contava com um detalhe sui-generis: Toda a ilustração de suas páginas era feita com desenhos e pinturas feitos à mão, isso mesmo, muitos deles pequenas obras de arte retratando com fidelidade cada tema tratado,  até o detalhe dos títulos dos capítulos ganhava um charmoso detalhe artístico! Para mim, um menino chegando à sua primeira década de vida e apaixonado por desenho, quando ganhei e abri pela primeira vez um volume da Trópico foi como adentrar em um novo e maravilhoso mundo, eram tardes inteiras dedicadas a produzir em folhas de papel aqueles desenhos fantásticos, isso com certeza teve influência decisiva em minha carreira artística e na profissão que exerço hoje.

  

Evidentemente que os editores ao criarem a enciclopédia chamaram um time de artistas para tratar desta parte artística, infelizmente como era comum à época, nenhum artista é creditado no expediente da Trópico e não os reconhecemos a não ser por alguns deles que assinaram suas artes como "Pescador", "Pal", "Jacobios".
Ao contar de 20 anos, foi o tempo exato para que eu enfim conseguisse minha coleção completa e assim unida percebe-se ainda mais a força da obra!

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Além é claro da estética saudosista e artística da coleção, há um detalhe muito importante neste ( e pode-se dizer em muitas das enciclopédias da mesma época) trabalho que é o fato de o leitor ainda ter em mãos um conteúdo que não foi despersonalizado e não criminosamente "revisionado" em seu conteúdo como é comum principalmente em nossos livros de história atuais. 
Hoje infelizmente com a internet e as mídias digitais uma obra como essa teria seu conteúdo disperso perdendo a força de seu conteúdo, porém o ponto positivo é que essa mesma realidade nos permite fazer este tipo de resgate histórico de uma obra que é atemporal. 








Quadrinhos Poético-Filosóficos uma arte tipicamente brasileira.


por Vinicius Alves Oliveira

A partir da década de 60, os quadrinhos foram alvo de estudos por seu potencial artístico e de mídia, por suas infinitas possibilidades e como evento cultural.

Na década de 70, os quadrinhos tiveram uma quebra em seu status quo, quando artistas sobretudo na europa, buscavam novas formas e conceitos para fazer quadrinhos, quebrando o tradicionalismo de se contar histórias sequenciais.

Vale citar deste período, a revista Metal Hurlant por seu material inovador, o grupo Les Humanoids Associes de quadrinhistas inovadores, autores como Phillipe Druillet, Caza, Moebius e outros dos chamados Underground europeu e norte americano; como manisfestações inovadoras de se contar histórias em quadrinhos, mostrando enfoque, estrutura e temáticas diversificadas.

Assim como nos diversos campos da arte, nas histórias em quadrinhos artistas viram e sentiram a necessidade de inovarem sua linguagem e fazer seus quadrinhos se modernizarem rumo a um novo século.


Foi que em meio à crise econômica que o Brasil experimentaria na década seguinte, que surgiram as primeiras manifestações desta evolução dos quadrinhos em nosso país, e apesar destas influências a vertente de novos quadrinhos que surgiria no Brasil foi original, rica de conteúdo e valor artístico e com uma característica e identidade próprias que só encontramos em seus autores, os Quadrinhos Poético-Filosóficos, são um genuíno processo de evolução da narrativa gráfica, incluindo muitas vezes subliminares, heráldica, quebra de paradigmas, etc.

 Os denominados quadrinhos Poético-Filosóficos, que mostravam um misto de textos poéticos e filosóficos com desenhos inovadores, e estrutura que se diferenciavam em muito dos quadrinhos tradicionais, desde sua divisão de quadros até o formato dos balões e com uma perspectiva da reflexão, do autoconhecimento, da referência aos aspectos espirituais da existência, da crítica a muitos dos valores dominantes na sociedade de hoje.
Os artistas pioneiros e que se destacaram no movimento são: Gazy Andraus, Edgar Franco, Flavio Calazans, Antonio Amaral, Eduardo Manzano, precursores do estilo. Também há alguns artistas do meio que transitaram trabalhos neste estilo nesta mesma época como Henry Jaepelt, Wally Viana, Joacy Jamys, Luciano Irrthum, Al Greco,Rosemário H.S, Soter Bentes e Norival Bottos Jr,

De outro lado, no mesmo período, outro grupo de artistas iniciaram uma produção igualmente inovadora, com teor filosófico-existencial, mostrando temáticas urbanas, o desespero e a solidão na sociedade de consumo, predizendo um futuro nihilista, influenciados pelas bandas pós punks, darks e eletrônicas daquela década
A inovação tanto nos argumentos quanto na apresentação dos desenhos também eram pontuais nestes quadrinhos.


Artistas como Alberto Monteiro, Weaver, Yuri Hermuche, Law Tissot, Fabio Zimbres, Ricardo Borges, Dikos, Claudio C.M.S. são nomes significativos desta vertente. Algumas vezes uniam suas hq´s, numa mesma edição de uma publicação, se auto-entitulando Irmandade Unusual.

Aqui vale citar, que apesar de nunca ter sido relacionado, o próprio trabalho do renomado artista Lourenço Mutarelli em sua primeira fase com albúns como Transubstanciação, Desgraçados e Eu te amo Lucimar, guardava elementos similares ao quadrinhos Poético-Filosóficos.


Artistas como Edgar Franco, com suas pesquisas com quadrinhos no mundo virtual, simbologia esotérica e sua Aurora Pós-Apocaliptica, Flavio Calazans com seus estudos de heraldica e mensagens subliminares; Gazy Andraus investindo em temas espirituais e orientais, num traço fluido e livre; Eduardo Manzano o mais nihilista do grupo, misturando vampirismo, mitologias e lendas urbanas; e o sui-generis Antonio Amaral um artista inovador ao extremo, usando elementos químicos e matemáticos, misturados ao folclore em sua publicação Hipocampo e outros trabalhos; criaram seus próprios universos e sua própria linguagem misturando as duas vertentes e à outros elementos, criando estes quadrinhos modernos com conteúdo inteligente e inovadores que aqui convencionamos chamar de Neo Quadrinhos, inclusive esta linguagem revolucionária é totalmente adaptada a revolução da informática e do ciber-espaço.

O termo Neo Quadrinhos se adapta melhor às características inovadoras destes quadrinhos que rompem paradigmas com os quadrinhos tradicionais e mostram a linguagem do novo século e uma incurssão definitiva dos quadrinhos como Arte sublime e pluralista.

Estes artistas inovaram a maneira de ver e contar as histórias em quadrinhos, acreditando em sua diversidade e pluralidade e buscando a evolução da linguagem dos quadrinhos e a pesquisa inteligente dos mesmos, em contrapartida de interesses comerciais.

Hoje percebemos uma nova geração de artistas, cujos quadrinhos são influência direta destes pioneiros da década de 80.

Ambos os movimentos surgiram no Brasil no circuito de fanzines e publicações alternativas, visto que não tiveram divulgação imediata nas grandes publicações, dado o caráter das publicações nacionais e o perfil do próprio leitor brasileiro, quase em sua maioria submetidos exclusivamente ao mercado comercial de comics norte americanos e mais recentemente aos mangás.

Atento à esta nova onda de quadrinhos e o número de artistas que seguiam estas tendências, o quadrinhista, pesquisador, professor e doutor pela Sorborne Francesa, Henrique Magalhães, criou em 1995 seu selo de quadrinhos chamado Marca de Fantasia, que além do pioneirismo em publicar artistas fora das grandes editoras, criou em fevereiro de 95 a revista Tyli,Tyli totalmente dedicada ao estudo e publicação de quadrinhos poético-filosóficos e existenciais, com o desenvolvimento da linguagem dos mesmos como citamos acima, e buscando abranger um número maior de tendências dentro do gênero, a revista passou a se chamar Mandala em maio de 1998, sendo ainda hoje a pioneira e única no gênero.

Acrescente-se o fato de a Marca de Fantasia ainda ter lançado albúns como Guerra das Idéias de Flavio Calazans, Agartha e Transessência de Edgar Franco, Ternário M.E.N de Gazy Andraus, e Hqs de Eduardo manzano, Yuri Hermuche, etc, colocando no mercado de quadrinhos trabalhos varguardistas que dificilmente seriam publicados por grandes editoras interessadas tão somente no lucro comercial.

É importante lembrar e acrescentar que estes quadrinhos tão vanguardistas surgiram justamente no Brasil, país em que qualquer manifestação cultural é tida quase como supérflua e praticamente sufocada desde sua fase embrionária. É de se imaginar que estes artistas e sua arte, desde o início e até hoje sejam combatidos por algumas pessoas com uma visão limitada e conservadora dos quadrinhos, geralmente pessoas ligadas e consumidoras exclusivamente de quadrinhos comerciais e ligados à interesses mercantilistas dos mesmos.


Graças à formação acadêmica, inteligência e conteúdo dos trabalhos destes artistas, seus quadrinhos superaram críticas vazias e rumam ao futuro para escreverem seu capítulo no importante livro das histórias em quadrinhos. Se os quadrinhos conseguiram seu lugar ao sol, como arte de auto nível, estes Neo-Quadrinhos sedimentam definitivamente a arte sequencial como objeto de excelência artística.

Autores:

EDGAR FRANCO


Nascido a 20 de setembro de 1971, em Ituiutaba, Minas Gerais, os quadrinhos entraram cedo na vida de Edgar Franco. Aos 12 anos publicou sua primeira HQ em um fanzine, desenvolvendo um amor constantemente renovado por esta forma de expressão. Graduou-se em arquitetura e urbanismo na Universidade de Brasília (UnB), onde iniciou suas pesquisas sobre a linguagem dos quadrinhos e suas interfaces com a arquitetura, anos depois o avanço dessa pesquisa veio a resultar no livro História em Quadrinhos e Arquitetura, publicado pela editora Marca de Fantasia em 2004.

Em seu mestrado em Multimeios na Unicamp estudou as HQs na Internet, batizando essa linguagem híbrida de quadrinhos e hipermídia de HQtrônicas (histórias em quadrinhos eletrônicas), pesquisa que serviu como base para o livro HQtrônicas: Do Suporte Papel à Rede Internet publicado em 2005 pela parceria entre as editoras Annablume e a FAPESP. Em 2006 concluiu o seu doutorado em Artes na ECA/USP, e é professor dos cursos de Arquitetura e Urbanismo & Ciência da Computação da PUC-MG (Unidade Poços de Caldas). Como pesquisador de Histórias em Quadrinhos e arte-tecnologia já teve diversos artigos publicados em revistas e livros e tem apresentado suas pesquisas, há mais de oito anos, em congressos como Intercom, Lusocom, Compós e SBPC. Sua pesquisa de doutorado, Perspectivas Pós-Humanas nas Ciberartes, foi premiada no programa Rumos Pesquisa 2003 do Centro Itaú Cultural em São Paulo.

Como ilustrador e quadrinhista possui dezenas de páginas publicadas em revistas do Brasil e exterior como: Quadreca, Brasilian Heavy Metal, Nektar, Metal Pesado, Quark, Fêmea Feroz, Ervilha, Mephisto (Alemanha), Dragon's Breath (Inglaterra), Ah, BD! (Romênia), além dos álbuns solo Agartha, Transessência e Elegia, publicados pela Marca de Fantasia, e de BioCyberDrama, em parceria com Mozart Couto, editado pela Opera Graphica. Franco tem também experimentado criar trabalhos para suportes hipermidiáticos, entre eles as HQtrônicas Ariadne e o Labirinto Pós-Humano participante da Mostra de Artes - Sesc SP/2005 e NeoMaso Prometeu que recebeu menção honrosa no 13º Videobrasil - Festival Internacional de Arte Eletrônica (Sesc Pompéia/2001). Também é autor do projeto musical industrial/ambient Posthuman Tantra. Você pode saber mais sobre Edgar Franco, seus trabalhos e projetos lendo as entrevistas que concedeu para os sites Joacy Jamys, Alan Moore Senhor do Caos e Areia Hostil. Você também pode acessar o site pessoal e o fotolog do artista.

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GAZY ANDRAUS


É formado em Educação Artística pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP (Universidade Estadual de São Paulo), com a dissertação "Existe o Quadrinho no Vazio entre Dois Quadrinhos? (ou: 'O Koan nas Histórias em Quadrinhos Autorais Adultas')", e atualmente, doutorando em Ciências da Informação e Documentação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo; é bolsista do CNPHQ (Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos, da mesma universidade) e professor da FAAP. Autor e pesquisador de histórias em quadrinhos, começou a publicar no fanzine Barata, e depois em diversos outros como Matrix (premiado como melhor fanzine na I Bienal de HQs do Rio de Janeiro), Ideário, Mandala, La Bouche du Monde (França), Vôo da Águia e Traços e Tintas, ambos, de Portugal. Publicou ainda nas revistas Fêmea Feroz, Metal Pesado nº6 e Brazilian Heavy Metal.
Seu álbum mais recente é Ternário M.E.N., editado pela Marca de Fantasia, de Henrique Magalhães. Junto à Flavio Calazans e Edgar Franco ajudaram a fundar a revista Mandala da editora Marca de Fantasia, dedicada à publicação e estudo dos Neo-Quadrinhos. Co-editou com Edgard Guimarães os álbuns: Homo Eternus, Convergência, HQ2, Solos, Sacro-Conquistador, entre outros, e com Edgar Franco Irmãos Siameses.
Artista em plena atividade, dentre as quais se destacam a exposição "Alma HQ", com 40 trabalhos, de 16 de março a 16 de abril de 2004, na Gibiteca Bigail, de São Vicente-SP, e a palestra, no dia 6 de abril no "1º Ciclo de Palestras 2004, da Secretaria de Cultura da mesma cidade, quando dissertou sobre seus estudos e pesquisas de "Fanzines e a HQ Independentes.

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EDUARDO MANZANO

Eduardo Manzano ficou mais conhecido por fazer parte dos artistas que surgiram e se destacaram no ”boom” dos quadrinhos alternativos do Brasil nos anos 80, ainda utilizando o nome de Eduardo Manzano, onde expandiu seu trabalho também para países como Itália, Espanha, Portugal, França, etc.
Também foi um dos criadores do movimento de quadrinhos que mais tarde seria batizado de Neo-Quadrinhos ou HQ´s Poético Filosóficas.

Formado em design gráfico, atua como ilustrador para livros, mercado publicitário e material promocional para bandas de rock no Brasil e exterior, além de Cartuns e Charges.
Teve seu trabalho incluído no Cd “ Jogos de Armar ” do compositor Tom Zé.
Ajudou a fundar a Júpiter 2 ( ex-SM Editora ) uma das maiores editoras de Quadrinhos nacionais, vencedora do Troféu Bigorna 2008 como melhor editora Independente, onde publica alguns de seus quadrinhos desde 2005, além de publicar outros estilos de quadrinhos no mercado editorial brasileiro, tendo colaborado também em publicações como Almanaque de Heróis, Níquel Náusea, Panacea, Super Interessante, Private, Jornal Metrô News, etc...

Atualmente assina como Ed Oliver e é também colaborador da revista Mundo dos Super Heróis, ganhadora de 2 prêmios HQ MIX e produz material para bandas de Rock e Heavy Metal no exterior.

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LAW TISSOT



Law Tissot começou a atuar na cena underground em novembro de 1984, Law Tissot, Marco Muller e Rodnério Rosa criaram o Grupo Mutação de Quadrinhos e lançaram o fanzine Mutação. Esta publicação tinha o espírito da época, pois os quadrinhos independentes começavam a proliferar pelo Brasil.
A partir desta experiência seguiu na edição de outros títulos e, também, na colaboração com dezenas de outros fanzines do período. Nos anos 90 participou do Cybercomix (a importante revista eletronica do provedor Terra) além de continuar atuando na cena underground - sua grande paixão.
Ao lado do quadrinhista Lorde Lobo editou o prozine Areia Hostil, que teve 15 edições e conquistou um HQ MIX. Hoje é professor de Artes Visuais do Colégio Alternativo, na cidade do Rio Grande, RS e produz o coletivo de arte SETOR 8, ao lado de diversos artistas da cena da arte urbana, arte postal, performances, quadrinhos, poesia e intervenções em espaço publico.
Law Tissot também realizou alguns curtametragens inspirados na sua principal série de HQ, a CIDADE CYBER.

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FLAVIO CALAZANS


É artista multimídia: professor universitário (Universidade de São Paulo, desde 1995), doutor e consultor de comunicação, autor de HQ, artista plástico, entre outras coisas, e fanzineiro.
Como um dos fundadores do "Grupo de Trabalho 'Humor e Quadrinhos'" (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), recebeu ótimos comentários da imprensa nacional.
Para mostrar sua criatividade já bastante represada, fundou, em 1979, o fanzine Barata, um dos mais conceituados e de maior logevidade em circulação no Brasila, além de ter publicado seus quadrinhos em um sem número de fanzines e revistas no Brasil e Exterior.
Publicou dezenas de livros, ensaios e textos diversos, cujos grandes frutos foram vários prêmios. "Propaganda Subliminar Multimídia", lançado pela Summus Editorial, é sua obra mais comentada.
Continua atuando como pesquisador de Histórias em Quadrinhos.
Sua vasta e riquíssima biografia está exposta no seu site "Midiologia e Arte".

Mantém na net:
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Vinicius Alves Oliveira
Pesquisador e Professor em Ciências Comunicação