Mythos divulga leva de ótimos quadrinhos europeus.




 Os leitores mais exigentes e fãs de bons quadrinhos, terão em breve ótimas alternativas em contraponto à enxurrada de títulos de Marvel e Dc em mais uma enxurradas de mortes, ressureições e ameaças cósmicas que as americanas estão jogando em seus leitores atualmente em mais uma tentativa de uma massagem cardíaca tentando se manter no mercado. São as novidades trazidas pela Mythos editora.

Além dos materiais vindos da italiana Sergio Bonelli Editore e da britânica 2000AD, uma enxurrada de títulos europeus da Glénat está nos planos da Mythos Editora. Dois deles já têm data prevista para este segundo semestre.
Em outubro, será lançado Red Skin (ainda sem título em português), com roteiros do francês Xavier Dorison – conhecido por aqui por O Terceiro Testamento (publicada de forma incompleta pela Multi Editores) – e desenhos do norte-americano Terry Dodson, cuja arte pode ser vista em HQs de super-heróis como o Homem-Aranha (Caído entre os Mortos, O Mal no Coração dos Homens).

No final dos anos 1970, auge da Guerra Fria, uma espiã russa é enviada aos Estados Unidos para realizar uma operação de propaganda e lutar contra um grupo neo-fascista que ameaça os acordos de desarmamento nuclear. Já na terra do Tio Sam, ela se infiltrará sob a identidade secreta de uma… atriz pornô!
“Antes de conhecermos Red Skin, conhecemos Red One, que era a versão publicada pela Image“, conta o editor Julio Monteiro. “Mas a original é francês. A partir desse material com o Terry Dodson, que é conhecido pelo público das nossas HQs – ou talvez melhor dizendo pelo eixo de fãs Marvel/DC, como um todo –, aproveitamos outros materiais que também tinham esse diferencial gráfico e combinavam com boas histórias”.

De acordo com o editor da Mythos, os dois álbuns de Red Skin irão sair em um encadernado de 112 páginas.

No final de novembro, a editora trará Elric, adaptação para os quadrinhos da famosa saga escrita pelo britânico Michael Moorcock sobre o imperador do reino de Melniboné, introspectivo, debilitado e escravo da sua espada.
“Já em Elric, fomos inspirados pelo fato de que somos a casa de um dos ‘amigos’ do feiticeiro albino, que é o Conan, e também pelo fato de que o Moorcock está em alta atualmente no Brasil”, explica Monteiro.


Com roteiro de Julien Blondel e arte de Robin Recht e Didier Poli, foram lançados dois álbuns de um total de quatro volumes na Europa. No Brasil, serão compilados os dois primeiros tomos (Le trône de rubis e Stormbringer) na edição.

Vale lembrar que, no começo dos anos 1990, chegou a sair por aqui uma versão por um dos grandes escritores de Conan, Roy Thomas: Elric – Navegante Nos Mares do Destino, minissérie em quatro edições pela Abril; e A Cidade dos Sonhos, dentro da coleção Graphic Globo, com arte de P. Craig Russell.

Em 2018, serão lançadas pela editora brasileira mais obras da Glénat, que terá a companhia de títulos da Delcourt. Confira a seguir:
Cutting Edge, com roteiro de Francesco Dimitri e desenhos de Mario Alberti (do Tex Graphic Novel # 2 – Fronteira!), mostra a nata mundial de cientistas, artistas e empresários envolvidos em um desafio mortal que testará seus limites.
Já Nous, les morts se passa no Século 16, quando a Europa é vítima de uma epidemia que transforma as pessoas em zumbis. Cinco séculos depois, do outro lado do Oceano Atlântico, a única ligação do povo asteca com os europeus é um estranho grupo que chegou de barco logo após o surto.
A trama é desenvolvida pelo croata Darko Macan e a arte fica por conta do também conterrâneo Igor Kordey, conhecido por aqui por trabalhos da Marvel, DC e Heavy Metal.


Ainda no âmbito dos zumbis, os fãs de terror nas telonas poderão conferir La Nuit des Morts-Vivants, abordagem quadrinizada do francês Jean-Luc Istin (roteiro) e do italiano Elia Bonetti (arte) para o clássico longa-metragem A Noite dos Mortos-Vivos (1968), do diretor estadunidense George A. Romero.
Ainda na esteira do terror, o roteirista britânico Pat Mills (Marshal Law, Sláine) se junta ao artista francês Olivier Ledroit para dar tom ao clima gótico e sadomasoquista de Requiem – Chevalier Vampire. Morto no front durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado nazista vai parar em um mundo onde se fica mais jovem na medida do avanço do tempo, e onde a terra é o mar e vice-versa. Lá, as pessoas reencarnam em monstros, de acordo com os seus pecados. Uma das castas mais poderosas é a dos vampiros.


Por fim, apesar de ser um material norte-americano, a editora trará, com base na edição francesa, a série Lady Mechanika, de Joe Benitez, cujo traço é conhecido por aqui em Darkness e Novos Titãs (da fase de Judd Winick). No estilo steampunk, a HQ acompanha uma garota sobrevivente de uma terrível experiência que a deixou com braços mecânicos na busca do seu passado.


Segundo Julio Monteiro, atualmente os quadrinhos alcançaram um boom que tornou possível lançar produtos diferenciados e, mesmo assim, alcançar também o público.

“Quisemos aproveitar essa oportunidade trazida pelo mercado atual para explorar novos formatos e quadrinhos diferenciados”, justifica o editor, exemplificando a republicação de Conan – Edição Histórica e, mais recentemente, Hellboy – Edição de Ouro – Contos Bizarros, que “é gigantesco para se explorar melhor a arte”.
“Ainda estamos negociando materiais franceses, mas para o ano que vem teremos, no máximo, mais um ou dois”, complementa.

por: Ed Oliver

fonte: Press Release enviado pela Mythos Editora

Nenhum comentário:

Postar um comentário