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05 agosto 2017

Marvel e DC Polêmicas e forma errada de "Diversificar"!


por Vinicius Oliveira

A diversidade, o engajamento e luta contra o preconceito, são temas que tomaram ainda mais força nos últimos anos em todas as mídias e espaços em nossa sociedade. São temas  que não podem ser ignorados e sobretudo são necessários para que nossa sociedade evolua e siga em frente rumo à se não possível erradicação de seus preconceitos, ao menos as vítimas de qualquer segregação possam ter voz e justiça.

O tema é portanto sério e merecedor de todo o cuidado e sobretudo conhecimento de causa ao ser tratado visto que não envolve apenas costumes, mas, Vidas!
A polêmica do momento esta envolvida em que as duas maiores editoras americanas de quadrinhos de super-heróis tenham posto em sua "pauta do dia" a transformação de personagens e temáticas de algumas de suas HQs em exercício do que eles acreditam ser "inclusão da diversidade para seus leitores"...

Claro e à isso acarrete-se todas a polêmicas e discussões muitas vezes violentas de defensores prós e contras em todas as mídias sociais com opiniões longe de serem originadas de vozes entendidas no assunto ou credenciados no tema, o que se tem visto são só excessos, juízos instantâneos e vociferações emotivas, exigentes da verdade  para ambos os lados da questão e que no fim se vêem ambas encurraladas no muro do desconhecimento e discurso vazio que vemos nos Facebooks da vida.

A diversidade é tema muito mais antigo que as atuais mídias sociais e longamente ignorado pelas grandes editoras até que estas vissem o poder "comercial" de tal discussão em suas histórias. Defender que tais temas sejam relevantes e necessários em histórias de super heróis como estão sendo feitos, seria o mesmo querer debater-se seriedade e honestidade na bancada de nosso ilustríssimo recinto parlamentar...

Dizer que Hq´s como Capitã Marvel e Harpia são "exemplos" de luta contra o machismo, é desconhecer levianamente a seriedade da temática, festejando como exemplar um deserviço tanto aos quadrinhos quanto à causa da diversidade. O Status de "Best-Seller" destas obras  foi alcançado mais por sua polêmica que pelo (des)serviço prestado em si.

O que a massa maior do público desconhece e a infeliz tomada do tema Diversidade pelas editoras  não por que estas sejam preocupadíssimas com o impacto social do tema e sim apenas e unicamente visando a fatia de mercado e lucros que advenham disso. É uma pena que um tema, um assunto de tamanha importância seja levado a tal patamar de leviandade visando apenas lucro e a simpatia de possíveis leitores.
Tanto é que a ideia é causar polêmica e lucros que ambas as editoras utilizaram antigos personagens para apresentá-los como homossexuais e ou fizeram versões femininas também de personagens já consagrados ao invés de criar-se novos e aí sim apresentá-los como representantes reais dessa diversidade, caso claro se isso fosse possível em meio a socos e pontapés ou entre uma paradinha e outra de uma invasão de ameaça cósmica para se discutir o tema.

Marvel e DC erraram feio não ao querer tratar e falar do tema, mas da forma fria, apelativa e sem conhecimento de causa como o fizeram.

O tema da diversidade então está impedido de ser abordado em quadrinhos de forma a se respeitar o tema? Claro que não há inúmeros exemplos de Hq´s que o fazem com conhecimento e respeito, contribuindo aí sim para usar o meio dos Quadrinhos como inteligente veículo para esclarecer as pessoas. Segue abaixo nossa sugestão de leitura:


Terry Moore



de Sirlene Barbosa e João Pinheiro


de Emma

Fun Home  - Alison Bechdel



Violent Cases - Neil Gaiman e Dave Mckean

Ciranda da Solidão - 
Mário César







18 outubro 2016

Dôssie HQ: Moonshadow - Um Conto de Fadas para Adultos!


por: Edu Manzano

As matérias especiais tratando de lançamentos importantes que foram essenciais nas histórias em quadrinhos, o nosso Dôssie HQ,  tem tido uma resposta muito boa em visitas e cumpre a importante função de resgate e estudo dos quadrinhos que sempre marcou nosso trabalho.

Desta vez tratamos de uma das maiores injustiças do mundo dos quadrinhos: Moonshadow uma obra de peso, irretocável em sua força, sua originalidade e pioneirismo.
Lançada no início dos anos 90 época em que iniciava um declínio importante na qualidade dos roteiros das grandes editoras, Moonshadow tomou a rota contrária mostrando-se uma obra de primeira grandeza. Na medida em que se citam nome de Obras como Watchmen, Sandman, Cavaleiro das Trevas,  impulsionadas entre os leitores pela mídia especializada, Moonshadow infelizmente é injustamente esquecida estando no patamar e quiçá até além destas tão alardeadas.



"Um Conto de Fadas para adultos"

Sheila Fay Bernbaun, também chamada “Sunflower”, é abduzida pelas misteriosas e caprichosas esferas conhecidas como G’L-Doses e aprisionada no seu Zôo espacial.
Lá, após uma improvável união com uma das criaturas onipotentes, Sunflower dá a luz Moonshadow, que um dia partirá numa jornada pelas estrelas com sua mãe e o detestável pai adotivo Ira, em busca de aventuras que o levarão ao seu próprio despertar.


O mundo é mesmo cheio de injustiças e nada se pode fazer quanto a muitas delas. Mas é possível tentar remediar algumas omissões e resgatar obras cujos méritos merecem uma celebração mais justa, mesmo mais de 20 anos após sua publicação original.
Moonshadow é um caso exemplar. Lançada em 1985 nos Estados Unidos, a série foi uma das mais bem-sucedidas publicações do selo Epic Marvel, célebre empreitada da então “Casa das Idéias” para ampliar seus horizontes com uma série de títulos com temática adulta, cujos direitos autorais pertenciam aos criadores e não à editora. Uma iniciativa que pode ser encarada como precursora daVertigo, da DC Comics, porém com bem menos brilho.
Isso porque, apesar da proposta, boa parte dos títulos do selo não fugia das convenções do gênero super-heróis, seja na temática, na estética ou mesmo nos objetivos. Ainda que séries como Dreadstar, do divertido Jim Starlin, possam ser consideradas ótimas, em termos gerais faltou à Epic a ousadia que caracterizou, por exemplo, os primeiros anos da Vertigo. Mas houve maravilhosas exceções. Moonshadow é a mais significativa.


A invasão britânica que revolucionou os quadrinhos americanos nos anos 80 ainda ensaiava seus primeiros passos. Alan Moore já estava bem à vontade com o Monstro do Pântano e a saga American Gothic seguia a pleno vapor, apresentando ao mundo tanto John Constantine quanto o jeitinho inglês de virar o universo DC de cabeça pra baixo.

Era um período bastante fértil para novas idéias e riscos, mas as iniciativas ainda eram tímidas. Foi nesse contexto que o selo Epic Marvel anunciou o seu “Conto de Fadas para Adultos”.
John Marc DeMatteis na época era mais um dos inúmeros roteiristas de super heróis, tanto da Marvelquanto da DC, até então sem grande destaque. O pintor Jon J. Muth era ainda pouco conhecido do grande público. Juntos, eles criaram uma obra grandiosa, ousada em todos os sentidos: na estética (foi o primeiro quadrinho norte-americano ilustrado inteiramente com pinturas), na temática, na narrativa, mas principalmente no rompimento com as convenções super-heróicas que até mesmo os britânicos na DC só ousaram arriscar aos poucos.


Até Sandman, no início, se passava no velho mundo de super heróis da DC, como fica claro no arco Prelúdios & Noturnos, algo extremamente destoante com a proposta da série, mas bastante típico da “tradição” de universo unificado que tanto caracteriza este gênero nos quadrinhos.
Sabiamente deixando essa “tradição” de lado, DeMatteis deu livre vazão às suas influências literárias e místicas ao compor uma espécie de fábula sobre a jornada da infância à maturidade.


Discípulo do guru indiano Meher Baba, o escritor revelou-se dotado de um lirismo e um senso de ironia deliciosos ao narrar, paralelamente, as histórias tanto de seu protagonista, o jovem Moonshadow, e seu universo místico/espacial repleto de criaturas fantásticas, quanto – em flashbacks – de sua mãe Sunflower em sua viagem de autoconhecimento pelos (des)caminhos da contracultura dos anos 60 e 70. E quem poderia dizer qual mundo seria mais “fantástico” ou mais “real”?
Moonshadow (nunca um nome tão divertidamente hippie soou tão adequado a um personagem) cresceu isolado no Zôo dos todo-poderosos G’L-Doses. Tudo o que sabe sobre o universo aprendeu nos livros, na literatura, na visão dos artistas e sonhadores, como sua mãe. Uma infância que guarda bastante em comum com boa parte do, por assim dizer, público-alvo da série. E esta talvez seja a maior sacada de seus autores.
Pois o gênero fantástico, quando bem utilizado, não é uma fuga da realidade, mas sim um meio eficaz de atingir camadas profundas que o mero realismo talvez tivesse dificuldade em atingir.
E não seria o mundo ao nosso redor tão absurdo, bizarro, maravilhoso e aterrorizante quanto o universo no qual Moonshadow vive suas aventuras? Basta observá-lo com o olhar “inocente” das crianças, dos artistas, dos tolos e daqueles que não tiveram sua sensibilidade soterrada pelas exigências desse mesmo mundo.
 
A série atinge em cheio o âmago da geração dos anos 80, os desencantados filhos da contracultura, crescendo num mundo que se entrega, com escassa resistência, ao cinismo da filosofia materialista do consumo, onde todos os aspectos da vida tornam-se mensuráveis em valores de mercadoria.
Pelos olhos de Moonshadow, o leitor revive sua própria jornada de descoberta, os primeiros contatos com a realidade, além dos sonhos de infância, em todo o seu mistério e absurdo.

Não por acaso é uma obra polêmica. Nem de longe uma unanimidade. Nos fóruns sobre quadrinhos é comum encontrar parcelas iguais de admiradores e detratores. Enquanto alguns a consideram uma das melhores e mais ousadas HQs dos anos 80, outros a definem como entediante e pretensiosa.
(Vale perguntar se a diferença entre os adjetivos “ousado” e “pretensioso” não seria exclusivamente uma questão de gosto e vivências pessoais de quem lê, afinal como seria possível criar uma trabalho artístico relevante sem uma boa dose de pretensão?).
 
De qualquer modo, é difícil ficar indiferente. DeMatteis e Muth (com colaborações ocasionais de Kent Williams e George Pratt em alguns capítulos) não desperdiçam uma página sequer das 12 edições, num ritmo contagiante de descobertas e decepções para o jovem Moonshadow: o desesperado apego à duvidosa figura paterna de Ira; o embate e aceitação da inevitabilidade da morte; o confronto com a hipocrisia das máscaras sociais, religiosas e políticas; a mistificação aterrorizada da própria sexualidade; o contato com a guerra, a loucura e a utopia; o desencanto libertador do riso dos trágicos…
Uma gama tão grande de temas intimistas leva o leitor a se identificar mais com algumas edições do que com outras, o que é natural. Há algo de permanentemente misterioso na série, algo que prossegue para além de seu enigmático desfecho.

Nas palavras do velho senhor Moonshadow (narrando a história “não de sua vida, mas de seu despertar”), ecoa um reconhecimento, uma sensação de compreensão plena, que escapa quando se tenta colocá-la em palavras. Mesmo assim, é possível sentir: está lá, nos delirantes sorrisos dos G’L-Doses, fazendo eco com o sorriso que o leitor se surpreende ao ver em seu rosto … Talvez não depois da primeira leitura, mas, afinal, trata-se de uma história que convida a voltar, nos mais díspares momentos da vida.


Moonshadow foi reeditada nos Estados Unidos pelo selo Vertigo, em 1995, com novas capas produzidas por Muth, tornando-se uma das raras séries a serem publicadas pelas duas gigantes do mercado americano.
 
Sua fama consolidou as carreiras de seus autores. DeMatteis teve oportunidade de levar o velho Homem-Aranha aos seus limites na já clássica A Última Caçada de Kraven (1987). Ao lado de Kent Williams, produziu a desconcertante minissérie Blood – Uma História de Sangue, também pelo seloEpic, outra notável precursora do “estilo Vertigo“.

Jon J. Muth continuou assombrando os leitores com suas magníficas aquarelas. Em 1997, reuniu-se com DeMatteis para criar uma espécie de 13º capítulo para sua obra de maior sucesso: Farewell Moonshadow, tão lírica e bela quanto a série original e abertamente dedicada ao guru Meher Baba. E inédita por aqui!


No Brasil, a série chegou em 1990, como parte de um pacote da editora Globo que incluía as primeiras publicações de Sandman e V de Vingança, entre outras. Uma época saudosa, quando lançamentos de alta qualidade pipocavam de todos os lados a preços módicos e acessíveis.
No entanto, a série nunca mais foi reeditada por aqui, a ponto de, hoje, ser praticamente desconhecida pela maioria dos jovens leitores brasileiros. Ou pior: lembrada como uma espécie de primo-pobre dos gigantes da década de 1980, como Monstro do Pântano, Sandman, V de Vingança e Hellblazer, o que é terrivelmente injusto.
Já passou da hora de alguma editora trazer Moonshadow de volta, de preferência acompanhada da inédita Farewell Moonshadow, mostrando para uma nova geração de leitores que as “regiões suaves” pelas quais Neil Gaiman tanto conduziu os leitores também já foram exploradas por outros “gigantes”, tão excêntricos e caprichosos quanto os G’L-Doses.

texto: Rodrigo Emanoel Fernandes

Curiosidades:
▪ A trama mostra disputa de poder, a influência corrupta da Igreja sobre o estado, a influência atordoante da fé sobre a população que naufraga entre a certeza da existência do divino e o caos do pensamento contrário.

▪ A representação de seu pai é curiosa: uma esfera de luz, insondável, que sempre aparece para provocar uma mudança drástica na vida de Moonshadow e lhe parece uma autoridade rigorosa. Nesse ponto, DeMatteis estava afinado com a psicanálise (sei que o leitor de quadrinhos de modo geral detesta esse tipo de análise, mas não posso deixar de mencionar), o pai é sempre distante, muitas vezes autoritário e incompreensível, enquanto a mãe é a primeira paixão do menino. E essa é a maneira que ele percebe e transmite as coisas...

E agora graças aos esforços do Portal dos Quadrinhos você poderá baixar e ler esta obra-prima dos Quadrinhos em 2 Volumes!

VOLUME 1  -  VOLUME 2
                                            
Moonshadow
Editora: Editora Globo – Minissérie quinzenal em 12 edições
Autores: John Marc DeMatteis (roteiro), Jon J. Muth (pinturas), Kent Williams (pinturas capítulos 6, 10 e 12) e George Pratt (pinturas capítulos 11 e 12).
Preço: Variável conforme a oferta em sebos
Número de páginas: 32 por edição
Data de lançamento: Dezembro de 1990 a Maio de 1991

*Pesquisando pela internet, encontrei uma análise crítica irretocável da obra feita pelo colunista Rodrigo Emanoel Fernandes para o site Universo Hq, que descreve de forma perfeita toda a importância e grandeza da obra, que foi utilizada como base desta matéria!


31 agosto 2016

Dôssie HQ : Elric : Navegante dos Mares do Destino - A obra de Moorcock nos quadrinhos!



A exemplo da magnífica saga "Passageiros dos Ventos" que resgatamos para vocês AQUI! no S.C.A.N.S, trazemos desta vez outra "Tour de Force" como dizem os franceses, a saga de Elric de Melniboné, "Navegante dos Mares do Destino".

Uma obra seminal, trazendo referências inteligentes e uma construção com elementos que anos mais tarde seriam usados como temáticas polêmicas nas hq´s, sendo assim um trabalho pioneiro. Apesar de passar quase despercebido no Brasil é essencial citar Elric de Moorcock como obra de genialidade inconteste e influenciadora de uma vasta gama de obras nos quadrinhos, literatura e afins. Aqui, em mais um trabalho de pesquisa buscamos trazer a você as facetas deste rico universo, buscando mostrar e resgatar a importância e  riqueza da obra do herói Albino.

Sendo uma adaptação do romance "Sailor on the Seas of Fate", de Michael Moorcock, a mini-série Navegante nos Mares do Destino, magistralmente adaptada aos quadrinhos pelo mestre Roy Thomas, espelha uma busca desesperada de conhecimento, com o qual Elric de Menilboné pretende restaurar a glória de Imrrir e encontrar seu caminho mais íntimo.
Para tal feito Elric se juntará a outros valorosos guerreiros, juntos eles são os Quatro que são Um. E sua missão é impedir que dois irmãos feiticeiros roubem a energia primordial de nosso mundo!
Aqui vale citar além do trabalho irrepreencível de Thomas as contribuições fenomenais dos mestres Michael T. Gilbert cujo traço imprimiu identidade ao trabalho sem anaboliza-lo ao estilo Marvel e as cores maravilhosas de George Freeman cuja palheta fugindo ao tradicional trabalho dos comics à época mostrava detalhes lindos em aquarela o que enriqueceu o trabalho de forma marcante e definitiva!


          

           

   

Uma análise sobre a obra original:
Elric é o último imperador da estagnada civilização da ilha de Melniboné . Fisicamente fraco e frágil, o albino Elric deve tomar drogas (ervas especiais) para manter sua saúde. Diferentemente da maioria dos outros de sua raça, Elric tem uma consciência; ele vê a decadência de sua cultura, que já dominou o mundo conhecido, e se preocupa com o aumento dos Reinos Jovens, povoada por seres humanos (os Melnibonéanos não se consideram como tais) e a ameaça que representam para o seu império.
Por causa de sua introspectiva auto-aversão de tradições Melnibonéanas, seus súditos o vêem como alguém estranho e incompreensível, e seu primo Yyrkoon (o próximo na linha de sucessão, como Elric não tem herdeiros) interpreta o seu comportamento como fraqueza e traça a morte de Elric.

Além de sua habilidade com ervas, Elric é um consumado feiticeiro e Summoner* . Como imperador de Melniboné, Elric é capaz de pedir ajuda sobre o patrono tradicional dos imperadores Melnibone, Arioch , um Senhor do Caos e Duque do Inferno. A partir da primeira história, Elric usa pactos antigos e acordos com não só Arioch mas vários outros seres de alguns deuses, alguns demônios para ajudá-lo a realizar suas tarefas.


A espada de Elric,  "Stormbringer" serve como seu maior patrimônio e maior desvantagem. A espada confere a Elric, força, saúde e aptidão de combate, permitindo-lhe acabar com sua dependência de drogas, mas ele deve ser alimentado pelas almas dos seres inteligentes. No final, a lâmina afasta todos de perto de Elric e eventualmente própria alma também é dominada. A maioria das histórias de Moorcock sobre Elric apresentam essa relação com Stormbringer, e como ela, apesar das melhores intenções de Elric, traz desgraça a tudo o que ele tem de mais caro.

Moorcock reconhece o trabalho de Bertolt Brecht , em particular dos Três Vinténs Novel e A Ópera dos Três Vinténs , como "uma de suas principais influências" sobre a sequência inicial Elric; ele faz menção a "Elric" de 1972 do dramaturgo Brecht. Na mesma dedicação, ele citou de Poul Anderson "Três Corações e Três leões" e de Fletcher Pratt, a obra "The Well of the Unicorn" como textos semelhantemente influentes. Moorcock se referiu a Elric como um tipo de "herói condenado", um dos mais antigos estereótipos da literatura, semelhante a esses heróis-vilões como de Mervyn Peake Steerpike na Titus Groan trilogia, Scafloc de Poul Anderson em The Broken Sword, TH Branca Lancelot no The Once and Future Rei, e Zerd de Jane Gaskell em "The Serpent".

A história de Kullervo da mitologia finlandesa contém elementos semelhantes a história de Elric, com uma espada mágica falando e a alienação fatal do herói de sua família.  Além destes Moorcock cita que "A partir de uma idade muito precoce, eu estava lendo lendas nórdicas e todos os livros que pude encontrar sobre histórias nórdicas ".  Moorcock ainda afirma que " uma coisa eu tenho certeza, eu não estava de forma alguma diretamente influenciado pelo Prof. Tolkien.

O Albinismo de Elric aparece influenciado por Monsieur Zenith , um vilão albino do qual Moorcock apreciou o suficiente para influenciá-lo em histórias de multiversos posteriores. Moorcock disse mais tarde, que " Monsieur Zenith: o Albino , o personagem de Anthony Skenes era um enorme influência. Para o resto do personagem, suas ambigüidades em particular, eu me baseei em mim mesmo com a idade que eu tinha quando eu criei Elric, (por volta de 20 anos).


Sobre os Quadrinhos

Elric apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em 1972, em Conan, o Bárbaro (14/15), uma aventura em duas partes intitulada "A espada chamada Stormbringer!" e "A Imperatriz verde de Melniboné". A história em quadrinhos foi escrita por Roy Thomas e ilustrado por Barry Windsor-Smith , baseado em uma história traçada por Michael Moorcock e James Cawthorn.

A editora Star Reach  publicou as histórias de Elric no final de 1970. A First comics publicou vários Elric mini-série na década de 1980 também.

Elric também apareceu em uma série de histórias originais publicados pela DC Comics . Helix , uma curta ficção científica e fantasia impressa pela DC, publicou alguns livretos de Michael Moorcock´s Multiverse a partir de 1997. Em 2004, a DC Comics publicou as quatro edições de Elric: Making of a Sorcerer, com arte de Walt Simonson , uma história sobre o treinamento mágico de Elric antes dos acontecimentos do romance Elric.



P. Craig Russell ilustrou para os quadrinhos, adaptações de três novelas de Moorcock: Elric (com Roy Thomas e Michael T. Gilbert ; (Pacific Comics), The City Dreaming e While the Gods Laughling (que representa os primeiros dois terços de Weird of the White Wolf  da Marvel / Epic Comics), e Stormbringer (Dark Horse). O personagem também foi adaptado por Walter Simonson e Frank Brunner , e por George Freeman e outros para a série de longa duração Elric in the Pacífic, que Russel tinha co-criado. (Supostamente tensões entre ele e Thomas foram a razão para a sua partida.)

Adam Warlock , criado pelo artista Jim Starlin , foi influenciado por Elric e transformado em uma versão Marvel comics do herói, com conceitos como os da "Gema que rouba Almas", a menção de Mestre Ordem e Senhor do Caos.
Tom Strong nos nºs 31 e  32, com certeza fazem menção à "The Black Blade of the Barbary Coast partes 1 e 2" , escritos por Moorcock, onde apresentam um pirata albino chamado Captain Zodiac buscando o "Black Blade", um cutelo preto marcado com runas vermelhas. Este apresenta uma recorrência de Elric e Stormbringer, com uma pitada generosa de Monsieur Zenith.

2011 marcou o lançamento de outro quadrinhoo baseado em Elric, "Elric: The Balance Lost" pela BOOM! Studios . A série, escrita por Chris Roberson e desenhada por Francesco Biagini , foi disponibilizada em cópia impressa tradicional e para download digital.


Em 2014, The Ruby Throne , o primeiro volume de uma nova adaptação de quatro volumes de Elric escrito por Julien Blondel e ilustrado por Didier Poli, Jean Bastide, e Robin Recht, foi publicado pela Titan Comics. "Stormbringer", o segundo volume foi publicado em março de 2015, pela mesma equipe e editor. Moorcock afirma que esta é a sua adaptação em quadrinhos favorita de suas histórias com Elric até hoje e elogia as mudanças sutis à história original.

por:  Edu Manzano

*Um invocador de espíritos e magias.


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25 dezembro 2014

Artbook de José Luís, artista da Dc Comics!


O Blog dos Quadrinhos recebeu das mãos do grande José Luis seu Artbook lançamento em conjunto com o selo Quadrinhos em Questão.
José Luis iniciou sua carreira nos estúdios do também premiado ilustrador Ed benes, e não parou mais, já assumindo de cara um trabalho para a Liga da Justiça, José Luís também já trabalhou para a DC Comics, em títulos como Teen Titans e Red Tornado, atualmente tem realizado trabalhos para a Dynamite.